Sindicato da censura
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sexta-feira, 09 de junho de 2017
por Paulo Briguet 
Curioso! O sindicato da censura não reclamou da absolvição da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Sim, eles querem Temer fora, mas não desse jeito, na companhia da mulher sapiens.
O sindicato da censura é uma corrente ideológica no sentido carcerário do termo. Aqueles que fazem parte da sinistra entidade estão acorrentados dentro de uma caverna de sombras e mentiras, muito semelhante à que foi eternizada por Platão. Ai daquele que ousar entrar na caverna e dizer que existe um mundo real lá fora! Será imediatamente chamado de fascista, golpista, racista, homofóbico e intolerante.
No sindicato da censura, as palavras significam o oposto do que expressam. É como no livro "1984", de George Orwell: amor é ódio, paz é guerra, liberdade é opressão, democracia é partido único, união é luta de classes.
Para os sindicalistas da censura, tolerância e respeito são coisas que só têm validade se o alvo estiver do lado certo. Por exemplo, é perfeitamente aceitável uma atriz esquerdista aparecer na mídia com a cabeça decapitada de Donald Trump; mas seria uma afronta um ator conservador fazer o mesmo com a cabeça de Barack Obama. No caso de um humorista conservador, é crime rasgar a correspondência de uma deputada petista e fazer uma coisa deselegante com ela (a carta). Isso o sindicato da censura só permite que se faça com o Trump, o Bolsonaro, o Doria, esses caras do mal. Ah, e o ministro Barroso está liberado para chamar Joaquim Barbosa de "negro de primeira linha". Se fosse aquele outro cara (o "fascista"), já estaria no xilindró a essa hora.

Uma coisa que o sindicato da censura não admite, em hipótese alguma, é que professores ousem ensinar em sala de aula que o comunismo matou 100 milhões de pessoas, que a agenda moderninha não é um consenso universal e que existem outras interpretações da história além da versão oficial da esquerda.
Aluno que ousa gostar do Bolsonaro ou do Olavo de Carvalho tem mesmo é que ser obrigado a mudar de escola, como aconteceu com meus amigos Yuri e Heloísa, e acontecerá com todos aqueles que ousem exigir aula durante uma greve ou dizer que a privatização é uma possibilidade a ser discutida nas universidades.
Ai do professor que ousar contrariar seus pares quando o assunto em pauta é atacar algum conservador, reacionário, direitista ou dono de opiniões politicamente incorretas. Amigo de reaça, reaça é. Taca assédio moral nele!
Apesar de tudo isso, o sindicato da censura vive publicando manifestos em favor da liberdade de expressão. É o equivalente ao Hamas sair em defesa dos judeus, ou ao Estado Islâmico defender a liberdade religiosa dos cristãos. Mas tudo tem limite: liberdade de expressão sim, mas desde que não se fale mal dos companheiros ou se insinue que o Chefe deva ser inserido no contexto carcerário. Aí já é golpe. Fora Temer! (Mas a Dilma não tem nada com isso, não é mesmo, TSE?)
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