Quem tem medo da Lava Jato?
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
por Paulo Briguet 

1. O filme "Polícia Federal A Lei é para todos" deveria ser visto por todos os brasileiros. É uma síntese cinematográfica da doença que tomou conta do País nos últimos 30 anos. "A Lei é para todos" não se limita a falar sobre a corrupção financeira e administrativa, mas lança luzes sobre a mais devastadora das corrupções: aquela que destrói a inteligência, o espírito de uma nação. Dessa doença também chamada cleptocracia ou socialismo temos sido vítimas há 30 anos, e os sintomas se intensificaram após a ocupação do governo pelo Partido Coletivista.
2. Entre o público que deveria assistir ao filme, incluo jornalistas, advogados, professores, artistas, intelectuais, padres, pastores e militantes de todas os matizes ideológicos. Sem esquecer, é claro, os estudantes. Este filme não deveria ser simplesmente visto ele deveria ser estudado para que possamos compreender melhor o abismo em que nos metemos.
3. À saída do cinema, não resisti a fazer um trocadilho para a minha querida amiga Carla Sehn: "É um filme que prende". O fato de ter estreado em 7 de setembro, quando a Polícia Federal foi a única instituição aplaudida nos desfiles da Independência, tem um significado extraordinário. Com um ritmo intenso, que faz lembrar os bons thrillers americanos, "A Lei é para todos" prende do começo ao fim e justifica os aplausos.
4. O Brasil precisa de escola sem partido, de cultura sem partido e de Justiça sem partido. É exatamente essa Justiça que vimos em ação no filme estrelado por Antonio Calloni e Ary Fontoura. Não importa o partido, todos devem ser responsabilizados por seus atos.
5. Se a escravidão moldou por completo a sociedade brasileira colonial como enxergaram os brilhantes Joaquim Nabuco e Jacob Gorender , a aliança espúria entre coletivistas e megaempresários é a marca da sociedade contemporânea, em que a nação é escravizada por uma elite de burocratas, magnatas e psicopatas.
6. Mas, afinal, quem tem medo da Lava Jato? Aqueles mesmos que são denunciados no filme: os burocratas, os magnatas, os psicopatas, os nefelibatas, os filhos da CUT, os militantes do caos, os que têm impérios a perder e os que não têm nada a perder a não ser suas ilusões e, às vezes, um carguinho. Eu, você e a maioria absoluta do povo brasileiro não temos medo da Lava Jato.
7. Ary Fontoura chegou a ser criticado por seu Lula "caricatural". É uma opinião profundamente injusta. Sem cair na facilidade de imitar a voz do personagem e aqui fala um imitador contumaz do ex-presidente , o ator incorporou toda a expressividade do homem. Ele foi ao coração de Lula e o mostrou a todos nós. Magistral, Ary. Melhor até que o Seu Nonô!
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