Imagem ilustrativa da imagem Pequenos Renans de cada dia



A condição humana tem alguns mistérios.

Exemplo: destruir é mais fácil do que construir. Um operário pode passar o dia inteiro erguendo cuidadosamente uma parede de tijolos; basta que ao final do dia um espírito de porco resolva chutar alguns tijolos, e o trabalho inteiro será perdido.

Outro exemplo: responder a uma calúnia exige mais tempo e espaço do que fazê-la.

Terceiro exemplo: em questões políticas, dizer não é mais fácil do que dizer sim.

É por isso que as manifestações do último domingo, embora tenham sido significativas, não foram tão avassaladoras quanto as de março de 2015 e março de 2016. É mais fácil gritar "Fora, Dilma" e "Fora, PT" do que gritar "Viva a Lava Jato".

Claro, as pessoas gritaram "Fora, Renan" e "Lula na cadeia". Mas o povo percebeu que essas coisas, embora importantes, não vão resolver o problema. É preciso fazer uma limpeza completa nas instituições brasileiras. Sim, temos que destituir e prender os cangaceiros de Brasília antes que seja tarde. Mas também é necessário criar novas alternativas de poder.

Uma tarefa essencial é combater os pequenos Renans e os pequenos Lulas que insistem em continuar ditando regras em nossa cidade.

Outro dia, durante um debate com a população na Concha Acústica, eu vi o prefeito eleito sendo colocado na parede por uma militante. A moça, cheia de razão, botou uns papéis na mão do prefeito e exigiu que ele o assinasse. Ora, moça, seus pais não lhe ensinaram que isso é feio?

Mas a armadilha montada para o prefeito tem sua explicação: a moça representa um grupo de militantes que, incapaz de aparelhar um dos conselhos municipais da cidade, resolveu criar um "conselho paralelo" com maioria esquerdista. Desesperados com a derrota fragorosa nas eleições — nem um só vereador de esquerda foi eleito —, eles querem ditar regra à cidade mesmo assim. Felizmente, o prefeito não caiu na conversa da moça e não assinou o documento.

Os pequenos Renans nossos de cada dia estão aí. Eles querem segurar o futuro da cidade, querem travar o desenvolvimento, querem ter as suas mãos beijadas antes que qualquer empreendedor decida investir em Londrina. Autodeclaram-se "representantes legítimos" da comunidade. Estão mesmo é doidinhos para mandar em nossa vida.

mockup