Imagem ilustrativa da imagem Peço um milagre
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Minha amiga está doente, muito doente. Por ela faço agora minhas orações, as que escrevo e as que dirijo a Deus. Peço a Ele um milagre. Sei que acontecerá, só não sei de que forma. Não nos é dado saber se receberemos milagres na Terra ou no Céu, mas nos foi dito claramente: "Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto" (Mt 7,7).

Portanto, eu peço. Hoje acordei pensando na mãe de minha amiga, em tudo que ela sente agora vendo o sofrimento da filha. Pensei na mãe, peço à Mãe. Nossa Senhora, consoladora dos aflitos, refúgio dos pecadores, Rainha do Universo, mulher vestida de Sol, intercedei por minha amiga, que também é mãe e não quer deixar seus filhinhos. Ela quer cuidar deles assim como cuidastes do Menino Jesus em Nazaré, durante os anos ocultos. Mãe, ajudai esta mãe!

Quando Jesus foi a Betânia visitar seus amigos, Lázaro já estava morto. Fora sepultado quatro dias antes. Marta disse que se Jesus tivesse vindo antes a morte de Lázaro não teria acontecido. Então o Mestre pergunta a Marta se ela acredita na ressurreição dos mortos. Marta responde que sim, acredita na ressurreição dos mortos ao final dos tempos. Então Jesus lhe dá a resposta mais avassaladora de todos os tempos:

— Eu sou a ressurreição e a vida.

Jesus não apenas falava a verdade; Ele era a verdade. Todos nós somos a prova disso, porque nascemos e ressuscitamos todos os dias. Quantas vezes fomos livrados da morte sem saber? Quantas vezes ela não se aproximou de nós, na forma de uma tragédia, de um ato bárbaro, de um rancor? Quantas vezes ela não tentou brotar nos recônditos da nossa própria carne? Quantas vezes ela não se disfarçou de prazer, de poder, de vaidade — e, apesar de dizermos sim aos seus apelos, Deus nos salvou?

Guardo no coração todos os momentos vividos ao lado de minha amiga. Há muitos anos estamos distantes, mas ela continua próxima dos meus melhores e mais puros sentimentos. É isso que se chama de amizade; não é algo que a distância, o tempo ou os caminhos divergentes possam destruir. Às vezes, passo defronte aos lugares em que tivemos nossas longas conversas, e me sinto profundamente feliz com o reencontro espiritual que neles se realiza.

Sei que é pedir muito, Senhor, mas eu peço a vida. A vida de minha amiga. Eu peço mais tempo para que ela veja o casamento de seus filhos, o nascimento de seus netos. Se eu estiver pedindo demais, Senhor, perdoai-me. No entanto, ouso recorrer a dois santos que ainda não ganharam a dignidade dos altares, mas vivem no altar do meu coração: Madre Leônia e Padre Kentenich. Se minha amiga voltar à vida, se vier a tão esperada cura, que esse milagre seja atribuído ao santo do meu colégio e à santa da minha rua. Será talvez o primeiro milagre pedido pelo jornal, mas não importa. Se os planos de Deus forem diferentes, que Leônia e Kentenich recebam minha amiga com um abraço, na porta do Céu.

Mas a Terra ainda espera.

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