Imagem ilustrativa da imagem Padre Kentenich falou hoje
| Foto: Arquivo CMD



Há exatos 70 anos, no dia 25 de abril de 1948, o Padre José Kentenich abençoou a pedra fundamental do Santuário da Mãe Rainha em Londrina. O fundador da Obra Internacional de Schoenstatt presidiu uma pequena cerimônia, nos fundos do Colégio Mãe de Deus. A "festinha" foi acompanhada por um pequeno número de crianças, religiosos, professores e pioneiros da cidade. Aquele homem, que três anos antes fora prisioneiro do campo nazista de Dachau, disse algumas palavras para a história. Essas palavras foram registradas pelas irmãs pioneiras e publicadas no livro "Algo novo está se criando — Sinais dos tempos e profecias", organizado pela Irmã Fernanda Luiza Balan. Faz 70 anos — mas parece que Padre Kentenich falou na manhã de hoje:

"Na vida dos homens e dos povos, existem acontecimentos que, exteriormente, parecem insignificantes, mas são de extraordinária importância através dos séculos. A insignificante festinha de hoje faz parte de tais acontecimentos."

"Vivemos num tempo descrito pela Sagrada Escritura com as palavras: ‘O demônio anda como leão a rugir, procurando a quem possa devorar’. (...) As frentes de lutas se separam cada vez mais de ambos os lados, de um lado a construção do reino diabólico e de outro lado, do reino de Cristo."

"A Mãe de Deus também recebeu a ordem de Deus: Mãe, interfere na história do mundo! E as ruínas que hoje vemos por toda a parte se transformarão num cosmos admirável."

"Nossa festinha de hoje é insignificante. Vede esta pedra! Será a pedra fundamental do pequeno Santuário. Que significa isto? Quantas igrejas grandes são construídas hoje, aqui no país. (...) Contudo, o Santuário que em breve construiremos aqui terá importância muito grande na luta destes povos contra o demônio e seu reino, porque é consagrado à Mãe Três Vezes Admirável."

"O Grande Sinal no céu, a esmagadora da serpente quer estabelecer-se aqui, a fim de que o demônio seja derrotado e Cristo reine e triunfe nas almas, nas famílias e na alma do povo."

"O destino de milhões de homens será colocado em nossas mãos, por séculos? Bem diferente seria se esta pedra fosse contornada por grandes homens de Estado, por grandes príncipes da Igreja! Mas não se dá nada disso. Vede, se olharmos, são quase só meninas pequenas, quase só mulheres. Homens, apenas um punhado. (...) Por que Deus nos escolheu para esta tarefa? Ele apresenta a grande lei que já a Mãe de Deus cantou no Magnificat. Deus escolheu os pequenos deste mundo, para confundir os grandes. É sinal muito promissor o fato de sermos tão poucos e tão pequenos, quase tão insignificantes quanto esta pedra. Não deveríamos nos alegrar sinceramente hoje, que nossa vida recebe novo conteúdo, por tão grande tarefa?"

Em geral, 1968 é lembrado por ter sido um ano de revoluções, revoltas e transformações culturais. Mas, para mim, 1968 será sempre o ano em que esse homem iluminado partiu para vida eterna. Há 70 anos, Padre Kentenich esteve em nossa casa. Há 50 anos, ele voltou para Casa. E tudo é como se fosse agora.

Fale com o colunista: [email protected]

mockup