Imagem ilustrativa da imagem Os novos vendilhões do templo
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“Fez ele um chicote de cordas, expulsou todos do templo, como também as ovelhas e os bois, espalhou pelo chão o dinheiro dos trocadores e derrubou as mesas. Disse aos que vendiam as pombas: ‘Tirai isto daqui e não façais da casa de meu Pai uma casa de negociantes’. Lembraram-se então os seus discípulos do que está escrito: O zelo da tua casa me consome.” (João 2, 15-17)

No último final de semana, um senador petista conhecido no âmbito da operação Lava Jato pela alcunha de “Drácula” compartilhou pelas redes sociais um vídeo que mostra alguns companheiros partidários gritando “Lula Livre” dentro da Igreja Matriz de Santo Antônio, em Garanhuns, Pernambuco.

Drácula comentou o vídeo com a seguinte frase: “Pense numa missa linda”. E botou um coraçãozinho ao lado, para demonstrar que realmente havia amado a cena. O vídeo logo se espalhou pela internet, provocando revolta entre os católicos de todo o país.

Diferentemente do que afirmou o senador, não se tratava de uma missa. A cena fora gravada durante uma apresentação musical do Festival de Inverno de Garanhuns, em que algumas igrejas são usadas como sala de concertos. O gesto dos militantes, porém, não deixa de ser ofensivo e desrespeitoso.

O uso dos lugares sagrados para a manifestações político-partidárias é um sonho dourado da militância petista. Desesperados por terem perdido espaço nas estruturas do governo, infiltram-se nos mais diversos meios para continuar atormentando os brasileiros. Usam as igrejas, as escolas, as universidades, os espaços culturais, os “conselhos populares”, a mídia, as grandes corporações, as ONGs, os movimentos sociais — e assim por diante.

A Igreja Católica é um dos alvos preferenciais dos esquerdistas. Isso porque se trata de uma instituição de 2 mil anos, extremamente respeitada e influente, com presença em todos os setores da sociedade. Em Londrina, a situação é deveras preocupante — tanto que até já atraiu a atenção da mídia internacional.

Os chefões da Teologia da Libertação, conforme denunciou recentemente meu querido amigo Bernardo Pires Küster, passaram a defender inclusive a infiltração política em grupos de oração e novenas organizadas pelos fiéis. É isso mesmo que vocês leram: os companheiros querem utilizar os nossos momentos de oração para defender a agenda política do PT, cuja prioridade máxima, todos sabem, é tirar o criminoso Lula da cadeia.

No tempo de Jesus, os vendilhões do templo tentavam lucrar financeiramente aproveitando-se da boa fé do povo. Em nosso tempo, eles continuam fazendo a mesma coisa. A única diferença é que, agora, o lucro é político.

Mas nós estamos atentos, e os vendilhões ideológicos serão igualmente repelidos da nossa Igreja.