Imagem ilustrativa da imagem O petróleo é nosso
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Primeiro eles disseram:
— O petróleo é nosso!

O escritor e empresário Monteiro Lobato acreditou na história e acabou sendo preso. É que quando eles disseram "petróleo nosso" queriam dizer "petróleo deles". O mais recente capítulo dessa história chama-se Petrolão. Tudo isso no país que tem uma das gasolinas mais caras do mundo.

Depois eles disseram:
— O seu emprego é nosso!

E bolaram uma legislação, inspirada na Itália fascista, criando uma série de obrigações trabalhistas que acabam por diminuir a remuneração, engordar os cofres do governo, fortalecer uma burocracia monstruosa. Para contratar uma pessoa, você tem que pagar o equivalente a outra "pessoa", cujo nome é Estado. O resultado aí está: desemprego, extinção de postos de trabalho e trabalhadores ganhando muito menos do que poderiam numa economia livre.

Então eles disseram:
— O seu sindicato é nosso!

E impuseram goela abaixo a unicidade e o imposto sindical. Assim, todos os trabalhadores financiam as centrais sindicais, mesmo que nada tenham a ver com elas.

Aí eles disseram:
— O seu dinheiro é nosso!

Primeiro, imprimiram dinheiro adoidado, causando hiperinflação. Depois, elevaram os impostos em nome do "estado de bem-estar social". Depois, transformaram a corrupção em método de governo. Hoje trabalhamos até maio só para financiar a máquina corrupta do Estado. O "quinto dos infernos" — 20% de impostos sobre o ouro — levou à Inconfidência Mineira. Atualmente pagamos dois quintos dos infernos, vivemos enforcados e não aparece nenhum Tiradentes para gritar que o rei está nu.


Então gritaram:
— A sua cabeça é nossa!

E avisaram que era uma grande ofensa cultivar os valores familiares, religiosos e morais que sustentam a civilização. Em nome da "cidadania", mandaram você deixar de ser cidadão. Em nome da "tolerância", disseram que você não seria tolerado. Em nome da "diversidade", impuseram o manual politicamente correto da esquerda e criaram uma elite de celebridades que pensam a mesma coisa, dizem a mesma coisa e exigem as mesmas coisas. Em nome da "educação", levaram propaganda política e lavagem cerebral para as salas de aula e os livros didáticos. Depois decretaram:

— A sua língua é nossa!

Um dia, eles informaram que dizer "nóis vai pegá os peixe" é uma forma correta de comunicação, e corrigir tal frase seria uma forma inaceitável de "preconceito linguístico". Do mesmo modo, proibiu-se o uso de palavras como "aborto" e "mentira", transformando-as em "interrupção da gravidez" e "pós-verdade". Chegará o dia em que proibirão a gente de fazer o sinal da cruz em público.

Acha que estou exagerando? Pois saiba que já tem autoridade por aí dizendo que as crianças não pertencem à família. Qualquer dia, eles vão bater à sua porta e dizer:

O seu filho é nosso!


E o que você vai fazer, então?

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