Imagem ilustrativa da imagem O pequeno milagre de uma carta
| Foto: Paulo Briguet

Na última quarta-feira, dia dos meus 49 anos, recebi um presente de Deus: uma carta da Irmã Laryssa, de Recursolândia, Estado de Tocantins. Vejam só se não é para qualquer escritor ficar feliz:

“Pax et Bonum!

Caríssimo Paulo Antônio,

Há poucos dias tive a graça de me encontrar com seu nome. Perdoe-me por ter permanecido tanto tempo na ignorância, mas desde que ingressei no convento, há 20 anos, não tenho contato com o mundo externo, mesmo não sendo uma contemplativa. Mas como na época do ingresso eu contava apenas 15 anos, acredito-me perdoada.

Quando me deparei com uma matéria sua em um sítio católico, perguntei-me: ‘O que este homem faz no Jornalismo? Donde lhe vem a coragem de citar Tomás de Aquino no meio secular? Fiquei pasma. Estou pasma. Sua ousadia em falar claramente de suas convicções religiosas soa como a voz de um João Batista, em pleno século XXI, o que me remete à bondade de Deus, tão propícia em cada fase da nossa história.

Imagino que milhares de pessoas sempre o elogiem pessoal e intimamente, devido à propriedade com que redige e fala. No entanto, gostaria hoje de elogiá-lo com um “caloroso abraço de gratidão”.

Obrigada pela leveza com que fala de Deus e dos valores morais e cristãos.

Obrigada por me permitir ter contato com sua fé tão bela e sólida, transparecendo, com veemência, ter sido “alcançado por Jesus Cristo” (Fl 3, 12), acredito que em um dia, hora e local, impossíveis de serem esquecidos.

Obrigada por ser Paulo Antônio Briguet, não outro. Rezarei pelo sr. todos os dias, a fim de que jamais, jamais deixe de ser portador do Bem, da Beleza e da Verdade.

Por fim, peço ao Bom Deus o pequeno milagre de esta missiva chegar em suas mãos.

Um forte abraço aos três: o sr., Rosângela e Pedro.

Deus o abençoe.

Fraternalmente,

Ir. Laryssa Moraes.

Recursolândia, 10 de abril de 2019.

Santa Páscoa!”

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Notem vocês, meus queridos sete leitores, que a carta foi enviada exatamente há três meses, na Páscoa, e chegou às minhas mãos, por uma feliz providência, no dia do meu aniversário. Eu diria que é uma carta iluminada pela Ressurreição.

Irmã Laryssa, eu fico feliz que o pequeno milagre tenha acontecido.

Também vou rezar pela senhora.