Imagem ilustrativa da imagem O Médico, o Monstro e o cronista



Professores esquerdistas não gostam de mencionar o meu nome publicamente. Mas, a depender das circunstâncias, não apenas citam nome e sobrenome, como utilizam adjetivos bem pouco simpáticos à minha pessoa.

Por vezes parecem ter duas personas: o Médico e o Monstro.

No entanto, tenho recebido inúmeras mensagens de apoio e estímulo. São pais, professores e estudantes pedindo para que eu não desista da luta.

Publico aqui duas mensagens que me emocionaram.

Uma delas saiu hoje na seção de cartas da Folha:

"Li dois artigos na última semana no Espaço Aberto de professores do departamento de Ciências Sociais da UEL rebatendo a pecha de esquerdistas. Não entendo por que negam o que são. Atacaram sem citar o nome do colunista Paulo Briguet, que disse existir uma república socialista na UEL. Não entendo por que rebateram a citação quando é a ideologia da esquerda que defendem abertamente nos cursos e nas redes sociais, basta acessar os perfis dos professores de tal curso e examinar a bibliografia exigida nas matérias. Quanto ao debate político necessário defendido pelo professor Pablo Almada (Espaço Aberto, 8/10), concordo plenamente, mas que tipo de ‘debate’ pode haver em um evento convocado pelo departamento de Ciências Sociais intitulado ‘O Brasil após o golpe’? Se o título fosse menos declarado, talvez 'O Brasil pós-PT', eu acreditaria num debate honesto e aberto." (MARCELO DE SOUZA SILVA, empresário – Ibiporã)

A segunda mensagem veio por e-mail. Preservo a identidade do remetente, para resguardar sua família:

"Estou lutando bravamente para não perder minha neta. Não há pessoa mais doce do que ela. Mas nós puxamos pra um lado, os iconoclastas puxam para o outro. Preciso acreditar que ela não esquecerá tudo o que ensinamos nessas décadas. Como o amor ao Cristo, como o respeito aos mais velhos, a solidariedade com todas as pessoas. Ki Gadol Elohai."

Aos amigos que têm se manifestado – são dezenas, talvez centenas – e aos leitores que têm me dado a honra de ser o texto mais lido da Folha em várias ocasiões nos últimos dias – são milhares –, agradeço de todo o coração.

Sabem quando vou desistir? Nunca. Não tenho medo de Dr. Jekyll nem de Mr. Hyde nenhum.

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