O Império do Mal

No dia 25 de dezembro de 1991, há um quarto de século, Mikhail Gorbachev assinou sua carta de renúncia, selando o fim da União Soviética. O Império do Mal durou 74 anos e um mês, deixando um rastro de sangue, miséria e opressão que, conforme previra Nossa Senhora poucos meses antes da revolução liderada por Lênin, espalhou-se pelo mundo. Segundo os cálculos mais tímidos, a fabulosa experiência de engenharia social resultou na morte de 100 milhões de pessoas. Em síntese: o comunismo foi a maior tragédia da história da humanidade. É extremamente simbólico o fato de que a URSS tenha encontrado seu fim no dia em que se comemora o nascimento de Jesus.
Quando pretendemos entender um processo histórico, é preciso ir até suas origens e desvendar o seu mito fundador. De árvore ruim, nascem frutos ruins. O primeiro país socialista da história nasceu de um golpe de Estado, em novembro de 1917; ironicamente sua queda foi precipitada por outro golpe de Estado, que os chefões comunistas tentaram dar em agosto de 1991, mas acabou fracassando.
Lênin e Stálin, os primeiros chefes do governo comunista, eram psicopatas voltados exclusivamente para o poder. Não hesitavam em ordenar a morte de milhares de seres humanos com uma só canetada. Quando estudamos as biografias desses dois líderes, notamos que para eles não havia debate ou muito menos diálogo com adversários políticos. Para Lênin e Stálin, opositores deveriam ser simplesmente erradicados da face da Terra. O mesmo que, por sinal, ainda pregam os radicais modernos 100 anos depois, sob a inspiração de Saul Alinsky, Herbert Marcuse e outros.
Engana-se quem pensa que o comunismo acabou naquele Natal de 1991. Antes mesmo da dissolução da URSS, líderes esquerdistas como Lula e Fidel Castro criaram o Foro de S. Paulo, entidade cujo propósito era retomar para a esquerda na América Latina o que se estava perdendo no Leste Europeu. Os novos métodos do comunismo se baseiam na dominação político-econômica (por meio de corrupção, impostos e inflação) e na dominação cultural (por meio do aparelhamento de escolas, mídia, artes e instituições). O resultado nós estamos vendo no Brasil de hoje: um país em ruínas.
O comunismo, disfarçado ou não, é uma prática intolerável. Para mim, quando alguém se declara simpatizante dessa ideologia, é tão grave como se declarasse amor a Hitler ou Mussolini. Do mesmo modo que o ladrão, o comunista só pode obter perdão na medida em que abandona as antigas práticas e se torna um adversário contumaz de tudo aquilo que defendia anteriormente. Dizendo de outra forma, ele apenas merece apoio quando se transforma em um anticomunista. Quem já viu a face do mal passa a rezar como os três pastorzinhos de Fátima em 1917: "Livrai-nos do fogo do Inferno, levai todas as almas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem".
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