Imagem ilustrativa da imagem O genocídio das empresas
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O Brasil vive genocídios simultâneos. Há o genocídio de sangue, com 70 mil assassinatos por ano. Há o genocídio da inteligência, com a pior educação do mundo. E há o genocídio da corrupção, que não sai das manchetes.

Mas também existe um quarto genocídio, relacionado a este último. Trata-se do genocídio das empresas. A Heritage Foundation acaba de divulgar o seu novo ranking mundial de liberdade econômica, com classificação de 180 países. O Brasil caiu 13 posições (13, um número simbólico) e ocupa um vergonhoso 153º lugar, no bloco dos países "majoritariamente não-livres".

Podemos dizer que o Brasil está para a liberdade econômica assim como a seleção das Ilhas Fiji está para o futebol. Por falar nos dois assuntos, como sempre existem comparações com a Argentina, vale notar que os hermanos estão em 140º lugar; a diferença é que, sob o governo do liberal Macri, eles estão melhorando, e subiram 12 posições em relação a 2017. O Chile ocupa um honroso 20º lugar.

Para elaborar seu ranking, a Heritage Foundation leva em conta uma série de critérios objetivos: tamanho, eficiência e roubalheira do governo; carga tributária; dificuldades burocráticas para abertura de empresas; legislação trabalhista; liberdade de comércio e investimento. Países que adotaram o liberalismo pela metade, como a China comunista (110º) e a Rússia (107º), ocupam posições no mesmo grupo do Brasil, o bloco dos países "majoritariamente não-livres". Lembremos que desde a Nova Política Econômica de Lênin, em 1921, os comunistas inteligentes descobriram que a economia socialista, como diria o padre Quevedo, "non ecziste", e que algum tipo de liberalismo precisa existir para que as pessoas não morram de fome. (Há comunistas inteligentes e honestos; o duro é que os inteligentes não são honestos e os honestos não são inteligentes.)

O Estado brasileiro, com a voracidade nada amigável de um dinossauro, cria um ambiente refratário às empresas. Das que nascem, a maioria fecha as portas no primeiro ano de atividade; e as que sobrevivem são taxadas, reguladas, fiscalizadas, sufocadas e perseguidas de todas as formas. Após 25 anos de governos socialdemocratas e socialistas, criamos no Brasil uma sociedade da desconfiança, onde todo empreendedor é criminoso até prova em contrário. A continuarmos no mesmo ritmo, ser empresário no Brasil logo vai ficar equivalente a ser judeu na Alemanha nazista ou ser kulak na Rússia soviética.

Triste mesmo é ver que no Brasil, e aqui na nossa cidade de Londrina, tem gente defendendo maior rigidez nas leis que controlam o empreendedorismo e o desenvolvimento empresarial, enquanto desejam fortalecer os "conselhos" (em russo, sovietes). Se seguirmos essa linha, logo estaremos fazendo companhia aos três lanterninhas do ranking da liberdade econômica: Cuba (178º), Venezuela (179º) e Coreia do Norte (180º).

Eis para onde querem nos levar os companheiros...

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