O gênero da ideologia
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 04 de setembro de 2018
Paulo Briguet 

1. Frases possíveis de um político esquerdista:
"Pessoalmente sou contra a ideologia de gênero, mas acho que deve ser feito um plebiscito para decidir sobre o tema."
"Pessoalmente sou contra o aborto, mas acho que deve ser feito um plebiscito para decidir sobre o tema."
"Pessoalmente sou contra a liberação das drogas, mas acho que deve ser feito um plebiscito para decidir sobre o tema."
"Pessoalmente sou contra o abuso infantil, mas acho que deve ser feito um plebiscito para decidir sobre o tema."
E o pior é que depois, como no caso do desarmamento, nem respeitam a decisão do plebiscito.
2. A ideologia de gênero não é uma mentira igual às outras; é um sistema de mentiras. Ela se enquadra na mesma categoria do racismo, do comunismo, do fascismo. Não se trata apenas de dizer que a grama não é verde e o céu não é azul. Trata-se de dizer que as cores não existem, são apenas uma criação da mente humana. Concordar que uma mentira dessas seja ensinada às nossas crianças, como se fosse uma arte dos números ou das palavras, é mais do que um erro - é aquilo que você está pensando.
3. Os conceitos de homem e mulher pertencem à estrutura da realidade. Afirmar que eles não passam de uma "construção social" equivale a transformar em cinzas e ruínas tudo aquilo que as pessoas amam: a fé, a família, a cidade, a beleza, a bondade, a verdade. Defender essa loucura já seria nocivo entre adultos; semeá-la entre as crianças assemelha-se a um genocídio espiritual.
4. Se ninguém nasce homem ou mulher, a minoria militante é quem determinará o sexo. Se dois mais dois não são quatro, a minoria militante é quem estipulará o resultado. Se não existe verdade, a minoria militante é quem decidirá o que é mentira. Se tudo é relativo, a esquerda é quem manda.
5. O sofrimento humano é universal. Todos sofrem: mulheres e homens, negros e brancos, pobres e ricos, esquerdistas e direitistas, gays e héteros, gordos e magros, feios e bonitos, altos e baixos. A questão é: seremos dignos do nosso sofrimento? Considerando as diferenças que temos, seremos capazes de amor ao próximo ou usaremos essas diferenças para semear o rancor, a inveja e o ressentimento?
6. Em escolas de algumas regiões do país, foram abolidos o Dia dos Pais e o Dia das Mães, substituídos por outra denominação. Se continuarmos seguindo nessa rota, chegará o dia em que as palavras "pai" e "mãe" serão termos obscenos, palavrões hediondos, como na sociedade descrita por Aldous Huxley em "Admirável Mundo Novo".
7. Ainda uma palavra sobre a preservação do patrimônio cultural. O maior problema, a meu ver, não é o baixo orçamento, mas a má destinação de recursos. Veja-se o caso de Londrina. Com o dinheiro que é destinado a alguns projetos culturais bastante discutíveis, seria possível fazer uma revitalização do nosso museu e da biblioteca. Chega de cinzas e ruínas!
Fale com o colunista: [email protected]


