Imagem ilustrativa da imagem O Dia do Não Trabalho


"A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento." (Milan Kundera)

Na União Soviética e nos países da Cortina de Ferro, o dia 1º de maio era sempre marcado por grandes desfiles militares, aos quais a população era obrigada a comparecer. Todo cidadão que não prestigiasse essas demonstrações de força no Dia do Trabalho era sério candidato a entrar para a lista negra da polícia secreta e ser fichado como "inimigo do povo". Na Coreia da Norte ainda é assim.

Esse tipo de desfile cívico, na verdade, era um desfile cínico. Regimes totalitários não se contentam em mentir para a população: eles exigem que as pessoas participem da mentira e sorriam diante daquilo que detestam. A mentira se torna a nova verdade, não apenas tolerada, mas obrigatória.

Depois de destruir a alta cultura brasileira; depois de comandar o maior esquema de corrupção da democracia ocidental; depois de aparelhar as instituições da sociedade, inclusive as escolas de nossas crianças; depois de lançar o Brasil na maior crise econômica de sua história — a máfia socialista não desiste de tentar voltar ao poder.

A "greve geral" programada para a próxima sexta-feira ocorre dois dias antes do feriado de 1º de maio. É o Dia do Não Trabalho. Oficialmente, a razão do protesto é a reforma previdenciária. Na verdade, os companheiros estão com medo de perder a boquinha do imposto sindical e ver atrás das grades o seu principal líder. Esse movimento cívico é um movimento cínico.

Desculpe, mas se você fizer greve no Dia do Não Trabalho, das duas, uma: ou é cúmplice ou é iludido.

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