O belinato-petismo

O sociólogo e editor Silvio Grimaldo, jovem e brilhante intelectual conservador de nossa cidade, cunhou dias atrás uma expressão que me parece bastante feliz: belinato-petismo.
É claro que só compreenderá o conceito quem tiver alguma familiaridade com o ambiente político de Londrina.
De 1989 até 2008 -- ou seja, durante duas décadas --, Londrina foi governada ou por Antonio Belinati, ou pelo PT.
Se esse pêndulo favoreceu ou prejudicou o crescimento da cidade, deixo a resposta para o leitor. Bem, a minha opinião você já deve saber.
Em 2008, Belinati conseguiu se eleger para o quarto mandato na Prefeitura de Londrina. Mas teve sua candidatura cassada pelo STF, a partir de um voto histórico do ministro Dias Ayres.
A cidade teve, então, que realizar o chamado "terceiro turno". E o vencedor foi um político criado à sombra do belinatismo e do brizolismo: Barbosa Neto. Que também terminou cassado.
Com a eleição de Alexandre Kireeff, em 2012, rompeu-se o ciclo Belinati-PT. Agora, o belinatismo quer voltar. Conseguirá? Só as urnas podem responder.
O fenômeno do belinato-petismo caracteriza-se por uma história de atração e repulsa, de alianças e rupturas, ao longo das últimas três décadas. Ultimamente, parece-me que há mais atração do que repulsa entre os dois grupos. Existe, evidentemente, um pacto de não-agressão, e talvez uma aliança tácita, entre belinatistas e petistas.
Mas voltaremos ao assunto. Seja qual for o resultado do primeiro turno.





