Nossos queridos avós
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de julho de 2018
por Paulo Briguet 

Nesta semana comemoramos o Dia dos Avós. A data de 26 de julho foi escolhida por ser a festa de Santa Ana e São Joaquim, pais da Virgem Maria e avós de Jesus Cristo. Segundo conta o grande São Jerônimo, no prólogo da "História da Natividade da Virgem", Joaquim e Ana eram justos e fiéis seguidores da lei mosaica. Após vinte anos de casamento, não conseguiam ter filhos, numa época em que a esterilidade era motivo de vergonha pública. Certo dia, depois de ter sofrido uma humilhação no Templo, Joaquim foi visitado por um anjo, que lhe disse:
Eu sou o anjo do Senhor enviado para anunciar que suas preces foram ouvidas e que suas esmolas subiram até o Senhor. Vi a sua vergonha e o opróbrio que foi injustamente apontado a você. As concepções adiadas por muito tempo e os partos de quem parecia estéril são os mais admiráveis. Sua esposa Ana parirá uma filha e você lhe dará o nome de Maria. Desde o útero de sua mãe será cheia do Espírito Santo. Ela própria gerará maravilhosamente um filho altíssimo, cujo nome será Jesus e por meio do qual todos os povos serão salvos.
E assim nasceu Maria, a cheia de graça, bendita entre as mulheres. Nós, católicos, acreditamos que Maria foi a única criatura concebida sem a mancha do pecado. Como não admirar o homem e a mulher que conceberam e educaram a mãe de Jesus? Em nossos avós, nós encontramos a redenção e a consolação que Ana e Joaquim certamente experimentaram em seu lar de Nazaré.
Como presente para todos os avós e netos leitores da Folha, compartilho hoje um lindo relato de minha amiga Vera Regina Specian mãe, avó e neta:
"Há 20 anos fui a Aparecida rezar pelo meu filho, hoje falecido, tocada pelo testemunho de minha avó paterna. Ela pedia pela cura da osteomelite de meu pai, que foi curado posteriormente.
Pensei: Se meu pai foi curado, meu filho também será, pois como minha avó sou devota também.
Na missa em Aparecida, fui convidada a me sentar no altar com outras pessoas. O padre nos cumprimentou pelo Dia dos Avós e celebrou a missa nas intenções dos avós lá presentes. Pensei: Estou no lugar errado, pois não sou avó!"
Terminada a celebração, o padre pediu que fôssemos ao final do corredor do Santuário para entrar com a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
A imagem pousou em minhas mãos e a levei ao altar para a bênção final. Eu não era avó como os outros. Por que estava eu com a imagem nas mãos e chorando de tanta emoção?
Aí sim veio a resposta em meu coração: eu estava representando minha avó paterna, testemunhando sua fé, honrando a crença dos meus antepassados, vivenciando o legado de espiritualidade que recebi de minha família.
Agradeci de todo coração, ardentemente, a vida de minha avó e de meu pai. Voltei para casa e esperei serenamente. Hoje meu filho já está curado e liberto, no Céu com seus avós paternos e minha avó Amélia.
E eu aqui, neste Dia dos avós, já avó, penso com carinho da importância do exemplo de fé que podemos dar infinitamente aos nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos..."
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