Imagem ilustrativa da imagem Nem nome eu tenho
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Nos anos 90, havia uma banda punk em Londrina chamada Nem Nome Tem. Nunca pensei que esse apelido genial viria a assentar-se tão bem em minha humilde pessoa: para alguns esquerdistas universitários que sonham com a República Socialista do Campus, eu não mereço ter o nome citado. Caramba! Dispor de apenas sete leitores é um sinal exterior de pobreza, mas carecer de identidade já me leva ao estado de indigência plena...

Uma das primeiras ações dos regimes totalitários, por meio de seus jagunços intelectuais, é retirar o nome daqueles que são considerados "inimigos de classe". Na Alemanha nazista, o inimigo virava apenas "judeu" e depois era transformado em número nos campos de concentração. Na Rússia comunista, você perderia sua identidade se algum camarada cismasse em considerá-lo "kulak" ou "burguês". Na Cuba dos irmãos Castro, tão amada por nossos turistas acadêmicos, o inimigo sem nome é o "gusano" (verme, em espanhol). Na Alemanha, morreram 6 milhões de sem-nome; na Rússia, 20 milhões; na China, 70 milhões. E 80 mil gusanos anônimos dormem no fundo do Mar do Caribe, como castigo por tentarem escapar do Paraíso Socialista.

As recentes eleições municipais impuseram uma derrota fatal ao PT e suas linhas auxiliares. Após o terrível golpe da democracia, os faladores esquerdistas mergulharam em profunda crise existencial e saíram atirando para todos os lados. Por exemplo, um conhecido discípulo de Paulo Freire afirmou nas redes sociais: "Desejo ardentemente, sinceramente, do fundo da minha alma, que as pessoas que elegeram esse boneco de ventríloquo fascista (…) sejam muito infelizes para o resto da vida, que passem fome, que percam tudo o que têm, que não tenham direito a mais nada, que percam seus empregos e se danem nesta e em todas as encarnações futuras".

Em suma, o professor deseja a quem vota "na direita" o mesmo destino dos judeus na Alemanha, dos kulaks na Rússia e dos gusanos em Cuba. Eu, você e a maioria do povo somos não-pessoas a partir do momento em que dizemos não aos sonhos malucos e criminosos da militância.

Aqui eu escrevo em defesa das pessoas que continuam sofrendo a dominação dos totalitários. Escrevo para o professor que teve sua demissão pedida por elogiar o Escola Sem Partido. Para o trabalhador que não quer ser obrigado a sustentar sindicato. Para o empresário que sofre ameaças e calúnias de seu ex-colaborador. Para o bancário que quer trabalhar, mas é impedido pelos sindicalistas. Para o garoto que não suporta mais a propaganda petista em sala de aula. Para o pai e a mãe que perderam sua filha para os movimentos radicais. Para o cristão que teve sua fé ultrajada. Para o rapaz que sofre bullying por ser homossexual mas não ser militante. Para o jovem negro que é xingado por ser conservador. Todos estes precisam de amor e compaixão, mas só recebem ódio e doutrinação. Até quando as vítimas sem-nome vão sofrer na mão de psicopatas e histéricos da política?

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