Lula, Crime e Castigo
O procurador regional da República Maurício Gotardo Gerum encerrou sua fala no julgamento de Lula citando Fiodor Dostoiévski, o grande romancista russo:
"Peço licença para citar a monumental obra de Dostoiévski, Crime e Castigo, em que Raskolnikov, premido pela consciência por ter assassinado Ivanovna Elizavieta, e se mirando em Napoleão, desenvolve o seguinte pensamento:
Não, aqueles homens não foram feitos assim. O verdadeiro soberano, a quem tudo é permitido, esmaga Toulon, faz uma carnificina em Paris, esquece um exército no Egito, sacrifica meio milhão de homens na campanha da Rússia e se safa com um cargo honorífico. Ao morrer, é transformado em ídolo. Logo, tudo lhe é permitido. Não, pelo visto esses homens não são de carne, são de bronze.
Numa república, excelências, todos os homens são de carne."
"Crime e Castigo" foi uma das obras analisadas no Clube do Livro de Londrina neste ano.
Acesse aqui a íntegra da fala do procurador:
"]https://www.youtube.com/watch?v=IITRLzY5s2c