Imagem ilustrativa da imagem Futuro escrito no muro



Passo pela frente de uma escola e vejo que há o desenho de um palhaço e uma frase. A escola fica no caminho que percorro todos os dias, então preciso olhar. Observo o palhaço; não simpatizamos um com o outro. Em seguida, meus olhos se voltam para a frase. Leio:

OLHA AS CRIANÇAS... QUE É O FUTURO E A ESPERANÇA

São palavras cuja intenção é claramente edificante e louvável. Note-se que há até uma tentativa de rima — não muito rica, é verdade (crianças, esperança). Mas não sejamos tão chatos. Afinal, só um rematado monstro não veria futuro nem esperança em nossos pequenos.

Ocorre, porém, que se trata do muro de uma escola. A frase ali exposta será lida por milhares de pessoas, adultos e crianças, velhos e jovens, homens e mulheres, praticamente todos falantes da língua portuguesa.

O problema, meus sete amigos leitores, é que a frase está errada. Incorreta. Mal escrita. O verbo "ser" deveria concordar com "crianças". Se houvesse maior preocupação com o correto uso do idioma, a frase teria de ser:

OLHA AS CRIANÇAS... QUE SÃO O FUTURO E A ESPERANÇA

Este cronista de sete leitores vive cometendo erros. Outro dia troquei os nomes de Willie Davids e Arthur Thomas, os nomes de Vladimir Herzog e Samuel Wainer, os nomes de um filme de Woody Allen e de um livro de Nathanael Hawthorne. Paciência! A gente corrige e toca para frente.

Espero que a frase do muro também seja corrigida.

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Um amigo me enviou algumas páginas de um livro didático de uma escola particular da cidade. Utilizando a linguagem da charge e da história em quadrinhos, o autor do livro procura demonstrar que o capitalismo é um sistema basicamente injusto e explorador, e deve ser substituído pelo socialismo, no qual os trabalhadores supostamente têm controle sobre toda a produção de bens e vivem numa espécie de paraíso social.

Como sabemos, a realidade é bem diferente. Embora o capitalismo tenha seus problemas, que devem ser corrigidos, o socialismo revelou-se, ao longo do último século, uma máquina de produzir repressão, censura, sofrimento e morte. Na verdade, o socialismo e sua feição mais moderna, o globalismo, são os novos nomes da escravidão e do genocídio.
Seria muito pedir que as escolas se abstivessem de exaltar o socialismo e demonizar a economia de mercado? Seria muito pedir que ensinassem as crianças a ler, escrever e fazer contas em vez de entupir suas cabecinhas com ideologias nefastas?

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Bolei uma frase:

NO LIVRO OU NO MURO,
AS CRIANÇAS SÃO O FUTURO.

Pelo menos rimou!


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