Imagem ilustrativa da imagem Filhos da UEL, nossos irmãos
| Foto: Marcos Zanutto/20-10-2016



Destruir é fácil, construir é difícil. Para construir uma universidade em Londrina, foram necessários muitos anos de luta, dedicação e trabalho. Alguns desses pioneiros vivem ainda hoje, como o Dr. Ascêncio Garcia Lopes, primeiro reitor da UEL. Muitos já adormeceram, mas seus olhos nos observam atentamente desde a eternidade.

É difícil pensar em Londrina sem pensar na UEL. Há 28 anos, a universidade foi o motivo maior de minha vinda para a terra que eu nunca mais deixaria, e na qual pretendo adormecer para a vida eterna. Todos os londrinenses, de certidão ou do coração, são filhos da UEL.

Graças à UEL, conheci Londrina. Aqui eu amei, trabalhei, estudei, casei, tive um filho e escrevi livros. Meu caso pessoal não é diferente da história de milhares de pessoas que, em algum momento, passaram pela universidade ou dela receberam algum benefício. É tempo de retribuirmos tudo de bom que a UEL já nos proporcionou. É tempo de Londrina salvar a UEL.

Fiéis ao espírito dos pioneiros que construíram a universidade, estudantes das mais diversas áreas criaram um movimento de resistência ao aparelhamento político-partidário da instituição. Esses jovens lutadores reconhecem que a UEL passa por dificuldades em termos de recursos e estrutura, mas não querem que isso seja um pretexto para transformar a universidade em uma imensa trincheira da guerra política dos partidos de esquerda contra o País.

Esses estudantes, veja só, querem estudar. Querem fazer pesquisa. Querem atender à população pobre que necessita do Hospital Universitário, do Hospital de Clínicas, da Clínica Odontológica, do Escritório de Aplicação Jurídica, do Colégio de Aplicação e de tantos outros serviços imprescindíveis para a cidade.

Os Filhos da UEL não querem fazer barricadas, não querem pichar paredes, não querem tirar a roupa em público, não querem privatizar o espaço público para fazer baderna, não querem servir de massa de manobra para armadilhas sindicais. Querem produzir conhecimento. Querem dar à comunidade pagadora de impostos uma retribuição generosa na forma de ensino, pesquisa e extensão. Querem resgatar uma instituição atualmente refém de minorias radicais. E querem fazer tudo isso de maneira pacífica, não-violenta, democrática.

Tenta-se vender a ideia de que a UEL está dividida pela metade. Mentira. A divisão que existe se dá entre a imensa maioria e uma pequena elite de militantes que se julgam donos da universidade com suas ideias revolucionárias. São quase 18 mil estudantes que querem estudar e, na mais generosa das hipóteses, algumas centenas de militantes que querem fazer política partidária. Essa situação reproduz, em nível local, o mesmo que aconteceu durante o impeachment da sra. Dilma Rousseff: um país inteiro contra um partido.

Você, que está lendo estas palavras, também é Filho da UEL. Junte-se aos seus irmãos para salvar a nossa mãe-universidade!

Fale com o colunista: [email protected]

mockup