Imagem ilustrativa da imagem Filha da UEL faz apelo a Londrina


A #Avenida Paraná publica hoje a íntegra do discurso da estudante Nathalia Fukushima, proferido na semana passada, na Câmara dos Vereadores de Londrina. É uma bela reflexão sobre o momento vivido pela Universidade Estadual de Londrina:

"Excelentíssimos senhores vereadores,

Meu nome é Nathalia Fukushima, sou estudante do 4º ano de Odontologia da UEL.

Não viemos à Câmara para ocupar, nem para invadir este espaço público. Viemos apenas nos posicionar e falar sobre o que está acontecendo com a nossa universidade.

Sempre sonhei em estudar na UEL. Há quatro anos realizei esse sonho e me tornei estudante universitária.

Na área da saúde, apesar de toda a precariedade e falta de estrutura, nós prestamos serviços de qualidade à população. É um trabalho de respeito e amor ao próximo.

Os estudantes que integram o movimento Filhos da UEL estão indignados com a imposição da greve por alguns setores da universidade. Eles não estão defendendo os interesses da maioria, mas interesses políticos e partidários.

Essa greve ilegítima afeta e prejudica a população que necessita da UEL. Nossa reitoria não se posiciona em relação ao que vem ocorrendo diariamente.

A greve prejudica não apenas os estudantes que não conseguem entrar em sala – porque estão sendo impedidos pelos grevistas – como também a população que precisa do nosso serviço, seja na área da saúde, na área jurídica, na área educacional. Na Odontologia, temos 294 alunos que prestam atendimento à população de segunda a sexta-feira. No ano passado, ficamos três meses em greve. Os tratamentos odontológicos que iniciamos foram todos eles perdidos. Nesse período, muitas pessoas procuravam o pronto socorro odontológico com muita dor. Em nenhum momento, os grevistas pensaram na dor dessas pessoas.

O mais gratificante de tudo que estudei é o "muito obrigado" de um paciente ao final do tratamento. É o sorriso, é o alívio da dor. Vemos isso diariamente.

O mesmo acontece com os pacientes do HU.

Hoje, estamos aqui para pedir o apoio dos senhores. Apoio para que acabem de uma vez por todas as invasões, as depredações, as hostilidades contra alunos e professores que querem trabalhar. Queremos ter aula. Queremos atender à população.

Nós estamos aqui em defesa da população, e não de interesses próprios. Com ou sem greve, um dia nós vamos nos formar. Mas queremos deixar para as futuras gerações uma universidade forte, unida.

A universidade era o meu sonho. Que os londrinenses não deixem esse sonho se transformar em pesadelo!"

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