Imagem ilustrativa da imagem Eu só estava cumprindo ordens
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Criminosos de guerra sempre dizem a mesma coisa no tribunal:

— Eu só estava cumprindo ordens...

Foi essa a desculpa de Eichmann durante o seu julgamento em Jerusalém, com o cinismo que tanto escandalizou Hannah Arendt. E era justamente a mesma frase que os companheiros esperavam ouvir do juiz Sergio Moro no último domingo. Para desapontamento da organização criminosa, Moro disse NÃO. Assim como disseram NÃO os órgãos da Justiça ainda não totalmente controlados pela esquerda. Ao contrário do que se afirmou por aí, não houve "polêmica jurídica" alguma em torno da soltura do criminoso Lula. Fora dos círculos ideológicos, houve o consenso de que se tratava de uma decisão absurda; e é um dever moral de qualquer cidadão recusar-se a cumprir ordens absurdas.

A organização criminosa, infiltrada em todos os setores da vida pública brasileira, deseja transformar cada cidadão em um pequeno Eichmann, um militante do caos. Dão a essa estratégia perversa nomes pomposos e falsos: "cidadania", "justiça social", "luta por direitos", "conquista da igualdade". Na verdade, o que almejam é a conquista definitiva do poder e a eliminação completa dos adversários. Eles seguem, religiosamente, a doutrina da guerra de classes definida por Marx no "Manifesto Comunista". Há 150 anos, a guerra de classes era do proletariado contra a burguesia. Agora, é dos criminosos contra as pessoas comuns.

É preciso, de uma vez por todas, abandonar a ilusão de que estamos envolvidos numa simples disputa partidária ou eleitoral. Há uma elite de psicopatas que deseja assumir o controle absoluto sobre toda a nossa vida, e eles não vão desistir enquanto não forem impedidos.

A formação em massa de militantes do caos não ocorreu da noite para o dia. Começou ainda na época da ditadura militar, quando a esquerda adotou a estratégia gramsciana de ocupar espaços nos órgãos públicos, universidades, escolas, igrejas, grande mídia e meios culturais. O resultado é que hoje temos por toda parte militantes travestidos de agentes públicos e justiceiros sociais, dispostos a cumprir as ordens mais absurdas — como doutrinar ideologicamente as crianças, liberar o tráfico de drogas, legalizar o aborto ou soltar o chefão criminoso.

O Padre Kentenich tinha um nome para esse Leviatã: coletivismo. O termo define todos os movimentos ideológicos — comunismo, nazi-fascismo, globalismo — que já deixaram e prometem deixar milhões de mortos pelo caminho da história. O coletivismo pressupõe a dominação completa de uma elite criminosa sobre os indivíduos, as famílias, as comunidades.

Sobre a luta entre as pessoas comuns e os militantes do caos, vale seguir o conselho do filósofo Olavo de Carvalho: "Em torneios de mentiras, eles vencerão sempre. A única maneira de vencê-los é pela força maciça da rejeição popular. E para a população odiá-los, é só contar a ela o que eles fazem. Só que não é possível fazer isso e ser bonzinho com eles ao mesmo tempo".

É preciso continuar dizendo NÃO aos militantes do caos — porque eles continuam de plantão.

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