Imagem ilustrativa da imagem Cristo Redentor
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Se você quer um diploma, entre numa universidade. Se você quer poder, lute pela "justiça social". Se você quer popularidade, faça algo bem ridículo na internet. Se você quer cultura, procure os conservadores e conheça os clássicos. Se você quer salvação, olhe para o Cristo.

É impossível escondê-lo. Há 85 anos, ele está lá, no alto do Corcovado, para dizer a quem toda esta nação pertence. A figura majestosa do Cristo Redentor, de braços abertos não só para a Guanabara, mas para o mundo inteiro, nos faz lembrar que o mais belo nome de nosso país, hoje esquecido e ocultado, mas nunca superado, é Terra de Santa Cruz.

O Cristo Redentor tem 38 metros de altura (como um prédio de dez andares, Pedro!) e se situa a mais de 700 metros do nível do mar, no alto do Morro do Corcovado. No último sábado, 6 de agosto, um dia após a abertura das Olimpíadas, nós católicos comemoramos a Festa da Transfiguração. Trata-se da passagem descrita pelos Evangelhos em que Cristo sobe a um monte, acompanhado por três discípulos (Pedro, Tiago e Tiago), mostrando-lhes uma imagem fulgurante de sua natureza divina: "Foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz" (Mateus, 17,2). Orígenes diz que o local da transfiguração é o Monte Tabor, em Israel. Desde o tempo dos Padres da Igreja, os teólogos cristãos veem a transfiguração como um prenúncio e imagem da ressurreição de Jesus Cristo, que ocorreria pouco tempo depois.

Já disse aqui várias vezes e reafirmo: não acredito em coincidências, só em providências. Não foi por acaso que as Olimpíadas começaram um dia antes da Transfiguração. Há um simbolismo importante nessa data, ao qual não devemos ficar indiferentes. Lembremo-nos das palavras do Venerável Beda, citadas por S. Tomás de Aquino: "Foi consequência de uma pia providência que, tendo gozado por breve tempo da contemplação da felicidade eterna, (os discípulos de Jesus) tolerassem mais fortemente as adversidades".

O Corcovado é o Tabor do Brasil. O Cristo está lá para nos lembrar, a cada instante, que nosso mundo é regido pelo perdão, guiado pela misericórdia, sustentado pela fortaleza de Deus. Desde o momento em que Guglielmo Marconi, o gênio inventor do telégrafo sem fio, deu o sinal para que se acendessem as luzes sobre o Cristo, tendo sido auxiliado por um jovem engenheiro e depois escritor chamado Gustavo Corção, nós ganhamos uma transfiguração permanente, que jamais se apaga, mesmo com as gigantescas e obscuras nuvens dos nossos pecados.

Desde os primórdios, a montanha é o lugar em que o homem se encontra com Deus. Por isso, é para lá que devemos voltar nossos olhares continuamente, na certeza de que há uma permanente chuva de perdão sobre todos nós. Meu amigo, meu irmão, não ignore a beleza do Cristo Redentor. Nós seremos julgamos por essa beleza, que também é misericórdia.

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