Castigo sem crime

Conheço André Simões desde o tempo que ele era magro. Em 2004, quando eu trabalhava no falecido Jornal de Londrina, fui designado para entrevistar um estudante de jornalismo e um amigo o legendário Nilson Fakir que estavam criando um cineclube na cidade. A partir daquele dia, descobri muitas coisas em comum com o André: o gosto por cinema e literatura, o hábito de escrever crônicas, o humor irônico, o hábito de identificar sósias na multidão. Nossa amizade prosseguiu sólida, e tive a honra de prefaciar o seu livro de contos e crônicas.
Entre as nossas predileções, está a obra do cineasta americano Woody Allen. Não há uma vez em que nos encontremos sem falar do diretor de "Annie Hall" e "Match Point". Em nosso último encontro em São Paulo, há uma semana, Allen foi novamente um dos principais assuntos. Mas, desta vez, por um motivo lamentável: a sórdida campanha que sua ex Mia Farrow faz contra Allen, e que recrudesceu nas últimas semanas, pegando carona nos recentes escândalos sexuais de Hollywood e na absoluta falta de noção das feministas radicais americanas.
Sugeri então ao André que escrevesse um artigo em defesa de Woody Allen. E saiu este belo texto, que compartilho com vocês. Leiam cada linha com toda a atenção.
Um abraço a você, André. E a vocês, meus sete leitores, boa leitura. Fiquem todos com Deus.
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Como jornalista, sempre protestei publicamente quando vejo a mídia ser tratada como entidade una malévola. Causa-me uma mistura de tédio e aborrecimento ouvir as infelizmente tão comuns frases do tipo "a mídia fez isto", "a mídia faz aquilo", "mostrar isso não é do interesse da mídia" etc.
O caso requentado, sem nenhuma novidade no que diz respeito a evidências, envolvendo os fatos que sucederam o rompimento de Woody Allen e Mia Farrow merece, no entanto, a generalização: a postura dos grandes veículos jornalísticos ao lidar com a pauta, omitindo ao público fatos indispensáveis para seu entendimento, apenas porque contrariam uma história boa de vender na atual conjuntura, é muito desalentadora.
É com espanto que vejo a Folha de S. Paulo engrossar essa péssima tendência, como na matéria "Acreditem em mim, pede Dylan Farrow", escrita por Silas Martí e publicada na edição da última quinta-feira (18/01), com direito a chamada de capa.
Desde o título sensacionalista até a conclusão falaciosa, o texto é um amontoado de erros, imprecisões, omissões e parcialidade. A matéria poderia ser estudada como peça modelar de mau jornalismo, o que absolutamente não seria de se esperar de um correspondente de Nova York para o maior jornal do país. No Brasil, particularmente, a leviandade jornalística ao tratar de acusações de pedofila é estarrecedora, já que qualquer estudante de primeiro ano é apresentado ao caso da Escola Base como exemplo de conduta profissional a evitar. Não aprendemos nada?
Série fictícia
Partindo do mais elementar: não há "uma série de acusações" contra Woody Allen. Para explicar essa série imaginária, o jornalista cita atores que disseram arrepender-se de trabalhar com o diretor. Difícil considerar isso como acusação. E Martí ainda omite o fato de que nomes como Alec Baldwin, Diane Keaton e Scarlett Johansson, por outro lado, manifestaram apoio ao cineasta. Só há uma acusação de crime relacionada a Woody Allen, a mesma desde 1992: a de que ele teria abusado sexualmente de sua filha com Mia Farrow, Dylan, que tinha sete anos à época.
É absolutamente irresponsável fazer uma matéria sobre o caso sem mencionar que, na época, duas equipes médicas independentes, de dois estados diferentes (uma delas ligada à Escola de Medicina da Universidade de Yale, insuspeita de ser influenciável pelo prestígio de diretores de cinema), investigaram o caso, chegando à mesma conclusão, inequívoca: Dylan Farrow não foi abusada, e parecia ter sido treinada para contar uma história ditada a ela por outra pessoa.
Recentemente, Moses Farrow, outro filho de Mia e Woody Allen, que na época da separação dos dois, quando tinha 14 anos, disse horrores sobre o pai, afirmou que Mia era uma mãe que abusava física e psicologicamente dos filhos. Entre os abusos relatados, está um que se encontra pefeitamente com a apuração das duas equipes médicas: Moses diz que a mãe fez "lavagem cerebral" nele e em Dylan para colocá-los contra o pai, e instruiu a filha a repetir uma história inventada sobre abuso. Como ignorar esse fato? Por que o relato desse filho teria menos credibilidade? Por que nenhuma equipe de TV chama Moses para entrevistas? Certamente ele teria coisas interessantes a contar.
Imagem pública
A antipatia em relação a Woody Allen é compreensível. Ele mantinha um relacionamento amoroso de 12 anos com Mia Farrow, e tinha filhos com ela dois adotados (Dylan e Moses) e um divulgado como biológico (Ronan), embora a própria Mia tenha declarado, em 2013, que este "pode ser" filho de Frank Sinatra, sendo impossível não reparar que, entre os dois candidatos à possível paternidade, não é com o diretor de "Annie Hall" que o rapaz se assemelha. Em 1992, Mia descobriu que Allen estava mantendo um caso Soon-Yi Previn, uma mulher de então 21 anos, que Mia Farrow havia adotado como filha em 1978, juntamente com seu marido da época, André Previn. Houve então ruidosa separação, com batalha judicial pela custódia dos filhos, perdida por Allen.
Esses são os fatos. Se uma pessoa acha asqueroso um homem de 56 anos ter se envolvido com uma mulher de 21, sendo que essa jovem é filha adotiva de uma mulher que há 12 anos é sua namorada, há um bom ponto para não querer mais ter contato com nada que diga respeito a Woody Allen. Mas se esses são os fatos, e são suficientes para o sentimento de repulsa, não há necessidade de acréscimos.
Woody Allen não é pai adotivo de Soon-Yi Previn, nunca foi marido de Mia Farrow, nunca dormiu uma vez sequer no apartamento de Mia Farrow e nunca foi uma figura paterna para Soon-Yi, pois até perto do envolvimento entre os dois, mal olhava para ela.
Foi Mia, por volta de 1990, que incentivou Allen a passar a sair com Soon-Yi, para que se integrasse mais a sua família. Isso, documentadamente, na luta pela guarda dos filhos, quem disse foi a própria Mia. Também não é desprezível o fato de o relacionamento de Allen e Soon-Yi já durar 25 anos, 20 deles como casados, um relacionamento mais longevo do que qualquer outro dele e de Mia Farrow.
Incoerências
No meio do escândalo da separação, na ocasião de uma visita de Allen aos filhos, é que Mia o acusou de ter abusado sexualmente de Dylan. A atriz também aproveitou o ensejo para declarar que desde sempre percebia comportamento inadequado de Allen com relação a Dylan, adotada primeiramente só por ela, em 1985. Apenas em 1991 a menina foi também registrada pelo cineasta.
Para acreditar na história de Mia, por extensão, deve-se acreditar que Allen, no meio de um rompimento público, achou que aquele era um bom momento para ato de pedofilia. Então resolveu abusar de Dylan na própria casa da ex-namorada, com toda a família (menos Mia) presente no local. Para uma pessoa agir dessa maneira, certamente deve ter uma compulsão terrível. Acontece que nunca, nem antes nem depois desse caso, houve outra acusação contra Allen envolvendo conduta sexual inadequada.
Todos os atores que agora declaram arrepender-se de trabalhar com o diretor fazem a ressalva de que nunca presenciaram nada errado envolvendo o compartamento de Allen, mas "acreditam" em Dylan. Com toda a comoção e o acúmulo de denúncias no meio de cinema e TV após a revelação dos relatos de assédio envolvendo Harvey Weinstein, é de se crer que, se existissem mais elementos contra Allen, já teriam sido expostos.
E as denúncias recentes nos mostram indo, aliás, ao encontro do que registra a literatura médica que predadores sexuais não costumam agir de maneira pontual. Em todos os casos atuais de pessoas apontadas como assediadoras em Hollywood, bastou uma primeira denúncia para que muitas outras aparecessem, com diversas mulheres fazendo relatos semelhantes sobre o comportamento de determinado homem. Já Woody Allen, de 1935 até hoje, só encontrou uma mulher para acusá-lo, com uma denúncia que, para ser chamada de "cheia de furos", precisaria melhorar muito.
A aceitação da história de Mia ainda implica considerar que ela, suspeitando que Allen tivesse atração por criancinhas, tenha resolvido insistir para que ele adotasse Dylan. Depois, já separada de Allen, tenha decidido dar uma voltinha por aí para fazer compras enquanto o potencial abusador vinha para a casa dela, deixando-o para brincar sem sua supervisão com a filha com a qual ele já apresentava comportamento inadequado.
Bem, tudo pode acontecer. Pode ser que "Guerra e Paz" tenha sido ditada a Tolstói pelo seu gato falante. Mas mesmo que essa seja uma hipótese, dado o seu grau de improbabilidade, ninguém pensa nela muito seriamente. Assim, a história contada por Mia Farrow é tão repleta de contradições e inverossimilhanças que se torna leviano e irresponsável adotar a postura neutra de "nunca saberemos o que aconteceu" quanto mais escrever uma matéria praticamente tomando como fato uma acusação que não se sustenta ante análise minimamente rigorosa.
Dylan é tão convincente em seus depoimentos porque provavelmente acredita no que está falando. Não são necessários estudos aprofundados de psicologia para saber o potencial que uma "lavagem cerebral" (o termo vem de um filho de Mia Farrow, lembre-se) desde os sete anos de idade tem sobre a mente de uma pessoa.
Curiosa conduta
Vale lembrar algumas outras idiossincrasias da conduta de Mia Farrow. Mesmo sendo manifestadamente tão sensível quanto a casos de abuso sexual infantil, nunca se pronunciou quanto a seu irmão John Farrow ter sido sentenciado a dez anos de prisão por múltiplos casos de... abuso sexual infantil, e defende publicamente seu amigo Roman Polanski, aquele que confessou ter mantido relações sexuais com uma garota de 13 anos depois de drogá-la.
A acusação a Woody Allen foi reacesa por Mia em 2014, quando criticou via Twitter o fato de haver uma homenagem a Allen no Globo de Ouro. Acontece que ela mesma havia dado autorização para o uso de sua imagem na cerimônia cuja existência contestava. Digamos a seu favor, ela está realmente ótima em A Rosa Púprura do Cairo, o filme exibido no videoclipe em homenagem ao diretor.
Quando se separou de Allen, Mia apresentou Soon-Yi aos veículos de comunicação como alguém com seriíssimos problemas cognitivos. Allen, nessa versão, seria um velho tarado se aproveitando de alguém com deficiência mental. Depois que os fatos contrariaram um pouco essa perspectiva (Soon-Yi tem mestrado pela Universidade de Columbia), Mia alterou sua visão da própria filha, referindo-se a ela em entrevista como uma arrivista que "agora tem mesa no Elaines [restaurante de luxo em Nova York], ou seja lá o que eu tinha, agora ela é quem tem".
Mia Farrow se casou com André Previn em 1970, depois de ficar grávida dele. Para a cerimônia, André precisou antes se separar da amiga de Mia, Dory Previn. Dory ficou tão mal com a traição que teve de enfrentar terapia com eletrochoque. Também gravou um álbum com uma canção atacando Mia, "Beware of Young Girls". No mesmo álbum, há uma canção, "With My Daddy In the Attic", que fala sobre incesto e pedofilia. Entre os versos, estão "And hell play/His clarinet/When I despair/With my daddy in the attic". Allen é clarinetista semiprofissional, apresentando-se ao instrumento sempre às segundas-feiras em Nova Yorque, há mais de 40 anos. Temos duas opções aqui: ou Dory Previn apresentou na canção um poder premonitório, ou Mia Farrow retirou dessa letra, presente num álbum associado a uma traição cometida por ela, o enredo para a fantasia por ela construída, com Allen assediando a filha num sótão. Valendo-se de noções rudimentares de psicologia, qual hipótese soa mais plausível?
Tudo isso são fatos documentados e incontestáveis, entre muitos outras evidências de postura controversa envolvendo Mia Farrow. O cineasta Robert B. Weide, que entre outros trabalhos realizou um documentário sobre Woody Allen, mantém um site apenas para apresentar elementos de defesa de seu colega de profissão. Para quem escreve uma matéria sobre o caso, seria uma boa dica de leitura para checar o "outro lado". Uma espiadela na conta de Twitter de Moses Farrow também não faria mal.
Erros e falácias
Voltemos a falar especificamente da matéria de Silas Martí, com a citação de alguns trechos. "Allen nega ter molestado Dylan Farrow, mas não se manifestou sobre as acusações". Isso não é verdade. Allen se manifestou sobre a acusação, no singular, diversas vezes, sempre repetindo a mesma coisa, o que é compreensível, haja vista que não há elementos novos na acusação desde 1992. Depois de escrever uma carta para o New York Times, em 2014, tendo de explicar-se após a ressureição da história, declarou que não mais tocaria no assunto. Depois da entrevista de Dylan concedida ao canal CBS na última quinta-feira, haja vista a repercussão, o diretor se viu obrigado a retomar sua defesa, divulgando uma declaração no mesmo dia, apontando com precisão que "apesar de a família Farrow estar cinicamente usando a oportunidade proporcionada pelo movimento Times Up para repetir essa desacreditada alegação, ela não se torna mais verdadeira hoje do que era no passado".
Logo depois, Martí une as informações de que "não há até o momento nenhuma queixa formal na Justiça americana" contra Allen e de que "nas últimas semanas, o diretor disse à BBC que havia um clima de caça às bruxas, em que todo rapaz num escritório que piscar para uma mulher vai ter de ligar para um advogado", usando um "no entanto" entre elas. Posso ter estudado pela gramática errada, mas não entendo como uma conjunção adversativa se encaixa nesse caso. Ademais, o que quer dizer "nas últimas semanas, o diretor disse à BBC"? Ele veio falando com a BBC repetidamente nas últimas semanas, sempre dando a mesma declaração? Na verdade, Allen disse o que disse à BBC em 15 de outubro do ano passado, não é difícil descobrir com um pouco de apuração jornalística. E Martí ainda comete um equívoco adicional: Allen não disse que "havia" um clima de caça às bruxas, afirmou não querer que a comoção em torno do caso Harvey Weinstein levasse a isso.
Para encerrar sua matéria, o jornalista afirma que a descoberta de roteiros não aproveitados por Woody Allen, em que aparecem personagens masculinos de meia-idade atraídos por mulheres jovens (nunca crianças), "dá estofo" à acusação de pedofilia. Essa é uma noção tão absurda que chega a ser difícil rebatê-la. Seguindo essa linha de raciocínio, qualquer um que escreva um roteiro com um personagem dando um soco em alguém em algum momento da história deve ser detido como potencial assassino. Para Martin Scorsese e Quentin Tarantino, então, com tudo aquilo o que se vê em seus filmes, a cadeira elétrica seria pouco. É incrível como uma pessoa em idade adulta tenha a capacidade de exprimir tal ideia.
Parcialidade escancarada
O clima de oposição a Woody Allen na imprensa dos Estados Unidos beira o ridículo, com jornalistas abrindo mão de qualquer resquício de esforço para demonstrar alguma isenção. A Folha de S. Paulo não precisa copiar esse exemplo, ainda mais tendo colaboradores como Sérgio Alpendre, com coragem para atestar a excelência do último filme do diretor, "Roda Gigante", enquanto a recepção em seu país foi muito ruim. O curioso é que, com uma pesquisa no Metacritic (site que agrupa críticas jornalísticas feitas na imprensa americana sobre determinada obra e, com base nelas, atribui uma nota ao trabalho a de "Roda Gigante" é 45, em escala de 0 a 100), vê-se que todas as críticas mais severas sobre o filme começam e/ou terminam mencionando o caso envolvendo a famíla Farrow. Difícil conceber prova maior de má-vontade prévia.
Para tentar relacionar minimamente as críticas negativas a qualidades intrínsecas ao filme, percebe-se constante a citação de linhas isoladas de diálogo como evidência de "artificialismo" e de que Allen perdeu a mão para roteiros, mesmo que essas mesmas críticas percebam acertadamente que a atmosfera de "Roda Gigante" é teatral. Por extensão, certamente se deve considerar que um velho rico agozinando sozinho, derrubando um globo de vidro e murmurando "Rosebud" em seu estertor, referência a uma alegria infantil que no final das contas era o que havia de mais importante na vida, é um cenário que deve ser rejeitado por ser muito "dramático"; Hamlet falando sozinho, com palavras pomposas que saem da cabeça para a boca já com métrica e ritmo constantes, no monólogo do "ser ou não ser, eis a questão", é o cúmulo do "artificialismo"; para ficar em exemplo mais pedestre, a situação de uma rainha que diariamente pergunte ao espelho se "existe alguém mais bela do que eu?" só pode ser malhada como inverossímil.
Uma história não pode ser criticada como inverossímil com base no cotejo com o mundo "real", mas sim com o mundo apresentado na trama. Tudo bem, num musical, as pessoas começarem a cantar do nada. Mas se numa apresentação realista e sem pretensão cômica de uma cena de perseguição na periferia de uma metrópole brasileira, um personagem aparece dizendo "peguem-no!", em vez de "pega ele!", isso sim é inverossímil. Na verdade, pouco importa a verossimilhança: valem a coerência e coesão.
Queda orquestrada
Woody Allen afirma que ouviu Mia Farrow lhe dizer, em ligação telefônica de madrugada, que faria algo com ele pior do que a morte. Vinte e cinco anos depois, tem-se um movimento orquestrado para conduzir a um linchamento virtual com o objetivo claro de inviabilizar sua carreira como cineasta. Com a onda de denúncias envolvendo assédio sexual em Hollywood, a família Farrow encontrou terreno para que o público médio equipare situações que nada têm em comum. Com esse clima, é muito provável que Mia consiga o que quer.
Mas nenhum jornalista precisa ser cúmplice no terrível intuito de interromper o trabalho de um realizador que já escreveu e dirigiu 48 longas-metragens, para mencionar só o aspecto mais notório de seu currículo artístico de impressionante extensão. E sendo um homem velho de 82 anos, continua lançando filmes com prolificidade sem par, num altíssimo nível.
Há evidências muitas e várias que apontam o mau caráter de Mia Farrow, e certamente existe mais por vir à tona. Não tardará o dia em que quem toma parte da campanha de difamação de Woody Allen se envergonhará dessa atitude e tratará de esconder o fato de sua biografia, como a história nos mostrou em tantas ocasiões. Mas não precisamos ser todos, não precisamos seguir o fluxo e reproduzir a história mais fácil, alinhada ao assunto do momento. Não precisamos dar razão a quem pragueja contra a mídia, una e malévola.





