Caro cronista...
PUBLICAÇÃO
domingo, 25 de março de 2018
Paulo Briguet 

Caro cronista...
Uma das maiores alegrias de um escritor mesmo que seja um escritor de jornal, como este cronista de sete leitores é receber a resposta das pessoas. Nesta semana, enviaram-me duas pequenas mensagens que me ajudam a continuar trabalhando todos os dias com as palavras. Compartilho-as com vocês sete.
Simão Pedro da Silva, empresário:
"Sou um devoto de Nossa Senhora de Fátima, tenho 59 anos, já passei por 14 cirurgias delicadas, fui surdo, cego e até fiquei paraplégico, mas hoje estou ótimo. Tenho colocado todos os dias as minhas intenções e agradecimentos, e a cada um que pede orações cá estou eu a aumentar mais um pedido.
Temos um buffet. Além da administração da empresa, trabalho na cozinha em todos os eventos que fazemos. Vou cozinhando, lavando, e rezando, e não deixo de estar fazendo minhas orações, já a muito tempo tenho uma devoção de rezar meu Rosário todos os dias. São 153 doces Ave-Marias que rezo com muito gosto.
No começo do dia, muitas vezes de madrugada, já faço meus oferecimentos, minhas intenções para toda minha família, esposa, filhas, genros, netos, irmãos, sobrinhos... e sigo durante o dia meu compromisso pessoal. Deus tem me permitido sempre estar em dia com meus compromissos espirituais. Muitas vezes não uso o Rosário com as contas, mas meus próprios dedos para ir contando.
Sou um homem feliz assim, Nossa Senhora tem me dado muita esperança, fé a alegria de poder orar por muitos e continuar com nosso trabalho neste mundo cheio de pecados e pessoas com coração duplo onde a inveja, vaidade, orgulho e o poder são mais fortes que até mesmo a vontade de ir à Igreja agradecer e estar com o Pai apenas por alguns instantes.
Aproveito para pedir a intercessão da Mãe por você que está lendo.
Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós. Amém."
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Pedro Afonso Scucuglia, publicitário:
"...Azul é seu manto, branco é seu véu / Mãezinha eu quero te ver lá no Céu.... Então, meu cronista, outras coincidências. Você em São Paulo, eu em Avaré, separados por três décadas. Eu estudava no Externato São José, nos moldes da sua Casa Pia. Chegávamos às sete horas dona Ida nem precisava me levar. Era tão perto de casa, a cidade tão pacífica, que não havia problema nenhum em deixar o Pedro Afonso ir sozinho para o externato. Na porta, a irmã Mônica nos esperava e dava bom dia a um-por-um, chamando-nos pelo nome. E lá íamos nós. Eu, Tinho, Alemão, Bibico, Noronha, Zé Leão, Maria do Rosário, Maria do Carmo. Elas em uma ala, nós em outra. Mas, na hora do lanche e do recreio, todo mundo junto. Depois o soninho da tarde, as aulas de pintura sinto até hoje o cheiro delicioso das tintas à óleo! as aulas de teatro, a oração final e a sineta do fim do dia... De um dia que nunca vai acabar. Nós sabemos disso, né Paulinho?"
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