Imagem ilustrativa da imagem Cabeça de petista
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Só existem duas maneiras de fazer um esquerdista mudar de opinião: uma ordem do partido ou uma grave decepção pessoal. Meu caso foi o segundo. Até 29 anos de idade, eu vivia mergulhado na ilusão de que poderia mudar o mundo e transformá-lo em paraíso por meio da ação política. Ao passar por uma série de profundas decepções pessoais, descobri que minha vida era uma mentira. Hoje sei exatamente como pensa um esquerdista e posso atestar, por experiência própria, a veracidade das frases com que o psiquiatra americano Lyle H. Rossiter descreveu o funcionamento da mente radical. Eis como pensa a turma que está acampada lá em Curitiba — e eis como eu pensava até os 29 anos:
"Culpar e odiar os outros me ajuda a me afirmar como vítima e a ver os outros como vilões, os quais posso punir ao mesmo em que tento tomar suas propriedades."
"Disfarço minhas demandas gananciosas chamando-as de direitos. Direitos são bens que alguém deve me fornecer porque eu mereço. Minha determinação de conseguir o que os outros possuem é legítima. Seus esforços para manter o que possuem mostram sua ganância egoísta."
"Somos unidos em nossa ira e ódio contra os vilões de nossas vidas passadas e presentes. Isso me permite sentir-me justificado quando ajo de forma irada e destrutiva contra os vilões."
"O mundo consiste em pessoas inocentes que sofrem e pessoas cruéis que causam sofrimento àquelas. Nossa dor jamais é causada por nossos próprios erros. Nossa dor é causada por pessoas egoístas e maldosas e por instituições malignas tais como o capitalismo."
"Os únicos pontos iluminados neste mundo infeliz são os esquerdistas radicais modernos. Tendo a oportunidade de fazê-lo, esses homens e mulheres heroicos podem derrotar os vilões em nossas vidas, nos unindo em amor e gratificando nossas necessidades se nos apoiarmos em líderes poderosos."
"Embora eu deseje poder viver como bem quiser, não quero que os outros façam o mesmo, porque então poderiam recusar minhas demandas por bens econômicos, status social e influência política. Consequentemente, rejeito o tipo de liberdade que permite aos outros ignorar minhas demandas."
"Controlo, logo existo."
"Para alcançar meu objetivo de dominar e punir as outras pessoas, preciso do poder do Estado. O poder do Estado me permite fazer aos outros o que seria moralmente errado e ilegal se eu fizesse por mim mesmo: coagi-los, tomar-lhes a riqueza e controlá-los. É por isso que eu amo a filosofia do coletivismo; ela é inerentemente coercitiva."
"A maior vantagem que posso conseguir é o poder do governo. Só assim poderei derrotar meus rivais: os ricos e poderosos, os capitalistas e imperialistas. Estas são as pessoas que nos ameaçam. São elas que preciso derrotar."
(Frases extraídas do livro "A Mente Esquerdista — As causas psicológicas da loucura política", de Lyle H. Rossiter.)
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