Cabeça de petista
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de abril de 2018
por Paulo Briguet 

Só existem duas maneiras de fazer um esquerdista mudar de opinião: uma ordem do partido ou uma grave decepção pessoal. Meu caso foi o segundo. Até 29 anos de idade, eu vivia mergulhado na ilusão de que poderia mudar o mundo e transformá-lo em paraíso por meio da ação política. Ao passar por uma série de profundas decepções pessoais, descobri que minha vida era uma mentira. Hoje sei exatamente como pensa um esquerdista e posso atestar, por experiência própria, a veracidade das frases com que o psiquiatra americano Lyle H. Rossiter descreveu o funcionamento da mente radical. Eis como pensa a turma que está acampada lá em Curitiba e eis como eu pensava até os 29 anos:
"Culpar e odiar os outros me ajuda a me afirmar como vítima e a ver os outros como vilões, os quais posso punir ao mesmo em que tento tomar suas propriedades."
"Disfarço minhas demandas gananciosas chamando-as de direitos. Direitos são bens que alguém deve me fornecer porque eu mereço. Minha determinação de conseguir o que os outros possuem é legítima. Seus esforços para manter o que possuem mostram sua ganância egoísta."
"Somos unidos em nossa ira e ódio contra os vilões de nossas vidas passadas e presentes. Isso me permite sentir-me justificado quando ajo de forma irada e destrutiva contra os vilões."
"O mundo consiste em pessoas inocentes que sofrem e pessoas cruéis que causam sofrimento àquelas. Nossa dor jamais é causada por nossos próprios erros. Nossa dor é causada por pessoas egoístas e maldosas e por instituições malignas tais como o capitalismo."
"Os únicos pontos iluminados neste mundo infeliz são os esquerdistas radicais modernos. Tendo a oportunidade de fazê-lo, esses homens e mulheres heroicos podem derrotar os vilões em nossas vidas, nos unindo em amor e gratificando nossas necessidades se nos apoiarmos em líderes poderosos."
"Embora eu deseje poder viver como bem quiser, não quero que os outros façam o mesmo, porque então poderiam recusar minhas demandas por bens econômicos, status social e influência política. Consequentemente, rejeito o tipo de liberdade que permite aos outros ignorar minhas demandas."
"Controlo, logo existo."
"Para alcançar meu objetivo de dominar e punir as outras pessoas, preciso do poder do Estado. O poder do Estado me permite fazer aos outros o que seria moralmente errado e ilegal se eu fizesse por mim mesmo: coagi-los, tomar-lhes a riqueza e controlá-los. É por isso que eu amo a filosofia do coletivismo; ela é inerentemente coercitiva."
"A maior vantagem que posso conseguir é o poder do governo. Só assim poderei derrotar meus rivais: os ricos e poderosos, os capitalistas e imperialistas. Estas são as pessoas que nos ameaçam. São elas que preciso derrotar."
(Frases extraídas do livro "A Mente Esquerdista As causas psicológicas da loucura política", de Lyle H. Rossiter.)
Fale com o colunista: [email protected]


