Imagem ilustrativa da imagem Brasil ou Marinha do Brasil?


1. Definitivamente eu sou um cara antiquado. Venho de um tempo em que podíamos até não gostar muito dos militares, mas nem ao mais empedernido dos militantes esquerdistas ocorreria fazer críticas a um sargento por prestar continência à bandeira nacional.

2.
Da mesma forma, nem o mais intransigente inimigo da família tradicional pensaria em qualificar um romântico pedido de casamento como "atitude machista opressora".

3. Sinto-me tão fora de moda quanto um suspensório. Se eu começasse a listar as coisas em que acredito e as coisas em que não acredito, passaria por apuros semelhantes ao daquela dupla que viajava pelos séculos no seriado "Túnel do Tempo".

4. Até agora, com a Olimpíada se encaminhando para o fim, eu não me conformo com a presença de Regina Casé e a ausência de Villa-Lobos — para não falar da Cruz e de Machado de Assis — na abertura dos Jogos. Tenho ainda a esperança de que a Cruz, Machado e as Bachianas apareçam no encerramento, porque sou brasileiro e não desisto nunca.

5. Agora, exigir que o público brasileiro não vaie ninguém é ignorar a alma nacional. "Brasileiro vaia até minuto de silêncio", dizia Nelson Rodrigues. Por sinal, outro ausente das homenagens.

6. Sugiro acrescentar um nome ao quadro de medalhas. Onde se lê "Brasil", leia-se "Marinha do Brasil".

7. Eu e Bolt temos algo em comum, e é uma medalha! Trata-se da Medalha Milagrosa, onde está escrito: "Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

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