O piti do PT
Um dos principais motivos para o fim do PT é a legítima defesa da sociedade. Você, cidadão brasileiro que está lendo este texto agora, é uma vítima em potencial do Partido dos Trabalhadores, pelo simples fato de que as pessoas comuns, como eu e você, encontram-se absolutamente desprotegidas diante da fúria da elite petista; fúria que se transformou em desespero nos últimos dias, com a iminência do impeachment; desespero que pode ter consequências imprevisíveis para o País e o futuro de nossos filhos.

Coloque-se no lugar dos passageiros do voo da GOL para Maringá na quarta-feira. De repente, do nada, um indivíduo de boné começa a discutir em voz alta com os comissários de bordo, porque desejava sentar-se em um assento pelo qual não havia pago. Invoca os próprios direitos, diz que vai processar a companhia, oferece um bolo de dinheiro à pobre aeromoça, tudo isso enquanto é vaiado pelos outros passageiros, que só desejam chegar logo em casa ou no trabalho. Depois, você fica sabendo que o cidadão de boné é um cantor conhecido por defender o governo petista. Aliás, estava indo a Maringá para dar uma palestra na Universidade local. Fico imaginando o recado dos organizadores do evento: "Comunicamos aos companheiros da Associação de Funcionários da UEM que a palestra de hoje foi cancelada porque o companheiro palestrante deu piti no avião".

Note-se que não estou questionando a legalidade do showzinho. Estou apenas dizendo que não é razoável, sob nenhum aspecto, prejudicar dezenas de pessoas por causa de uma poltrona conforto.

Parte dos petistas, especialmente os que ocupam cargos públicos ou têm alguma visibilidade na mídia, acredita que o País pertence a eles. Eles quebraram a nossa perna e dizem que nós temos que agradecer porque eles apareceram com uma muleta — muleta que eu só posso usar se for bonzinho.

É claro que nem todos os petistas se comportam como o cantor que deu piti. Trata-se de uma elite, que o psiquiatra polonês Andrew Lobaczewski, autor do livro "Ponerologia — Psicopatas no Poder", diria que não ultrapassa 6% da população de qualquer país. São pessoas destituídas de qualquer sentimento de compaixão e culpa, entre as quais acredito que nem o rapaz do boné esteja. Provavelmente ele é apenas um bobão que copia os mestres e acredita no poder mágico de repetir slogans para mudar a realidade.

Felizmente, a sociedade está reagindo com vigor a essa ditadura dos psicopatas. Os passageiros do avião constituem um exemplo. Outro exemplo, e bem bonito, foi dado por um grupo de professores da UEL, que ontem publicaram um manifesto em defesa do juiz Sérgio Moro e do combate à corrupção em todos os níveis de governo. Desta vez, o manifesto foi bem escrito, até porque os bons redatores da UEL não estão presos em Curitiba.

Como eu já disse várias vezes, impeachment é pouco. O PT precisa acabar — ou é o Brasil que acaba.

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