O PT está destruindo o Brasil
O plano que o PT está executando agora já existia desde o começo. Se o país rejeitasse o partido, a saída do partido era destruir o país. Estamos assistindo ao meticuloso extermínio do que restou da nação.
Alguns dizem: — Mas o PT já destruiu o Brasil! Não é verdade. Se você está lendo este jornal, se as críticas ainda podem ser feitas à luz do dia, se o juiz Sérgio Moro continua trabalhando e o filósofo Olavo de Carvalho continua publicando seus textos — é sinal que a destruição ainda não está completa. Podemos resistir. Vamos resistir. Estamos resistindo. Eu, você, a maioria da população.
Lula foge vergonhosamente da Justiça. O senador que combinava a fuga de um criminoso e dizia ter o STF no bolso foi solto por um ministro do próprio STF. Ainda não se sabe se ele fez acordo de delação premiada, mas o fato é que poderá voltar hoje ao Senado, e isso envergonha o país. Por falar em vergonha alheia, Dilma aplicou a ideologia de gênero ao Aedes aegypti, criando a "mosquita". A fábrica do fogão Dako fecha as portas; na luxuosa cozinha de Lula e dona Marisa, ora revelada, certamente não existe nenhum Dako.
Enquanto isso tudo acontece, a oposição tucana fecha-se em sua própria pusilanimidade. Desculpem usar essa palavra feia, mas não conheço outra melhor para definir a maioria dos tucanos: pusilânime significa literalmente "de alma pequena". E sem ela, como sabem meus sete leitores, nada vale a pena.
Por falar em Fernando Pessoa, devemos lembrar que o PT e seus aliados não se limitam a destruir a economia e as instituições democráticas. O maior e mais grave dano é a destruição da cultura, da própria alma do país. Leio, petrificado, que a literatura portuguesa não será mais obrigatória nas escolas. Isso significa apagar os pais do nosso idioma: Camões, Fernando Pessoa, Gil Vicente, D. Dinis, Eça e tantos outros. Os poemas de Herberto Helder, as memórias de Fernão Mendes Pinto, os sonetos de Bocage — tudo isso vai passar longe das salas de aula. Talvez se abra uma exceção para José Saramago, mas não é garantido.
Uma antiga lenda diz que o pelicano, diante de um filhote morto, fere o próprio peito para que seu sangue traga o rebento de volta à vida. Muitos autores cristãos viram no pelicano um símbolo perfeito da cruz e da ressurreição. Hoje tenho pouquíssimas certezas, mas uma delas é: o Brasil só terá chance de renascer se seguirmos o exemplo do pelicano. O futuro do país depende da nossa disposição para o sacrifício, a fim de salvarmos os bens que mais amamos: a verdade, a beleza, a justiça. Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor.

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