Avenida Paraná
PUBLICAÇÃO
domingo, 21 de fevereiro de 2016
por Paulo Briguet 
O PT está destruindo o Brasil
O plano que o PT está executando agora já existia desde o começo. Se o país rejeitasse o partido, a saída do partido era destruir o país. Estamos assistindo ao meticuloso extermínio do que restou da nação.
Alguns dizem: Mas o PT já destruiu o Brasil! Não é verdade. Se você está lendo este jornal, se as críticas ainda podem ser feitas à luz do dia, se o juiz Sérgio Moro continua trabalhando e o filósofo Olavo de Carvalho continua publicando seus textos é sinal que a destruição ainda não está completa. Podemos resistir. Vamos resistir. Estamos resistindo. Eu, você, a maioria da população.
Lula foge vergonhosamente da Justiça. O senador que combinava a fuga de um criminoso e dizia ter o STF no bolso foi solto por um ministro do próprio STF. Ainda não se sabe se ele fez acordo de delação premiada, mas o fato é que poderá voltar hoje ao Senado, e isso envergonha o país. Por falar em vergonha alheia, Dilma aplicou a ideologia de gênero ao Aedes aegypti, criando a "mosquita". A fábrica do fogão Dako fecha as portas; na luxuosa cozinha de Lula e dona Marisa, ora revelada, certamente não existe nenhum Dako.
Enquanto isso tudo acontece, a oposição tucana fecha-se em sua própria pusilanimidade. Desculpem usar essa palavra feia, mas não conheço outra melhor para definir a maioria dos tucanos: pusilânime significa literalmente "de alma pequena". E sem ela, como sabem meus sete leitores, nada vale a pena.
Por falar em Fernando Pessoa, devemos lembrar que o PT e seus aliados não se limitam a destruir a economia e as instituições democráticas. O maior e mais grave dano é a destruição da cultura, da própria alma do país. Leio, petrificado, que a literatura portuguesa não será mais obrigatória nas escolas. Isso significa apagar os pais do nosso idioma: Camões, Fernando Pessoa, Gil Vicente, D. Dinis, Eça e tantos outros. Os poemas de Herberto Helder, as memórias de Fernão Mendes Pinto, os sonetos de Bocage tudo isso vai passar longe das salas de aula. Talvez se abra uma exceção para José Saramago, mas não é garantido.
Uma antiga lenda diz que o pelicano, diante de um filhote morto, fere o próprio peito para que seu sangue traga o rebento de volta à vida. Muitos autores cristãos viram no pelicano um símbolo perfeito da cruz e da ressurreição. Hoje tenho pouquíssimas certezas, mas uma delas é: o Brasil só terá chance de renascer se seguirmos o exemplo do pelicano. O futuro do país depende da nossa disposição para o sacrifício, a fim de salvarmos os bens que mais amamos: a verdade, a beleza, a justiça. Quem quer passar além do Bojador tem que passar além da dor.


