Cadê o país que estava aqui?
Só tenho uma palavra para definir a propaganda do PT na televisão: obscena. O partido que destruiu o país tem a desfaçatez de se apresentar como a única opção para salvar-nos da crise por ele criada! É o lobo fazendo campanha entre as ovelhas; o piromaníaco disfarçado de bombeiro; o açougueiro vestido de vaca.
Quem me conhece sabe que sou uma pessoa até excessivamente cordial, mas a minha vontade, reprimida a custo, é de soltar um belo e sonoro palavrão. Os petistas já ultrapassaram todos os limites do cinismo e da mendacidade; se levassem ao ar cenas pornográficas em horário nobre, não seria tão feio.
O PT não é o causador da crise: ele é a própria crise. Como sempre aconteceu no mundo socialista, os companheiros não querem apenas mentir – querem tornar a mentira obrigatória.

CHOCOLATE AMARGO
– Cadê o chocolate que estava aqui?
– A Dilma comeu.
Tomar um sorvete ou comer uma barra de chocolate estão entre aquelas pequenas alegrias que tornam a vida mais suportável. Pois é. As ligeiras consolações cotidianas são as mais recentes vítimas da voracidade arrecadadora do governo: Dilma resolveu agora sobretaxar o chocolate e o sorvete, mais uma vez comprovando o seu espantoso talento para tornar amarga a vida dos brasileiros. O governo também atacou os cigarros (como se não estivessem sobretaxados há muito tempo) e, pasmem, as rações para pets. Nem os animais escapam da economia petista. O vira-lata Cisco me pede para registrar seu ululante protesto.

VAIA E CPMF
Deputados e senadores que não vaiaram a Dilma em seu pronunciamento no Congresso devem ter seus nomes meticulosamente anotados para que nunca, nunca mais recebam nem a sombra de um voto. A vaia acompanhará Dilma aonde quer que ela vá, como a nuvem de tempestade acompanhava o carro assombrado no desenho da Corrida Maluca. Só as plateias mortadelizáveis não a vaiam. Se a CPMF for aprovada, a vaia deve se transformar em uma greve geral do povo brasileiro por tempo indeterminado. Que tal começar por Londrina?

BRAVA GENTE
Alguns me pedem moderação. Ora, tenho por natureza um temperamento conciliador e afável, mas a moderação com bandidos e corruptos equivale a um suicídio moral. Nós, que não temos amigos supremos nem confortos bilionários; que sofremos com a alta dos preços e o achatamento dos salários pela inflação; que temos contas maiores que renda familiar; que não pagamos imposto de renda, pagamos imposto de renda-se; que assistimos ao tenebroso espetáculo da devastação nacional – ah, nós não temos o luxo de ser moderados. Moderação diante dos dois banditismos – o que nos governa e o que nos assalta – é apenas outro nome para a covardia. Temos de ser gente brava para ser brava gente.

mockup