Avenida Paraná - Os últimos dias de Dilma
Se Deus quiser e o mínimo de bom senso prevalecer entre os parlamentares brasileiros, estes serão os últimos dias da Rainha Vermelha no Palácio de Planalto. Digo "no Palácio", porque Dilma Rousseff já não exerce a Presidência da República faz muito tempo: delegou-a a outro companheiro, aquele que montou seu quartel-general em um luxuoso hotel de Brasília. Ambos, o presidente de facto e a presidente de ficção, envergonham o País a cada dia que permanecem em seus postos. Depende do Congresso se o Brasil ficará ou não nas mãos de um gângster e uma desequilibrada.
Vai longe o tempo em que Paulo Maluf era sinônimo de corrupção no Brasil. Hoje em dia, até ele, grande aliado do PT nos últimos anos, confessa-se escandalizado com a sem-cerimônia dos companheiros ao barganhar votos e vergonhas. "Est modus in rebus", diria uma dona de prostíbulo na Roma de Calígula. Há modos nas coisas. Há limites, há limites até para Maluf. Aliás, o verbo "malufar" deixou de ser conjugado há muito tempo. Os fatos relegaram-no ao passado. Perto do Petrolão, Maluf virou réu do tribunal de pequenas causas.
A Rainha Vermelha sofrerá impeachment porque sepultou a responsabilidade fiscal no País. É um crime grave, mas é apenas um de seus crimes. Algo assim como condenar Al Capone por sonegação de impostos. Se ela se livrar do impeachment no dia 17, o Brasil continuará sem governo, sob as mãos daquele senhor hospedado em Brasília. Virão outros pedidos de impeachment, por motivos ainda mais graves. E o derretimento do País conduzirá a presidente não para o ostracismo, mas para a cadeia. Em qualquer país civilizado, não estaríamos discutindo o impeachment, e sim a prisão. Eis um dos maiores esquemas de corrupção da história da humanidade; talvez o maior. Bem sabem disso as lideranças que falaram na abertura da Exposição de Londrina, que se tornou um ato pró-impeachment.
Por falar no setor rural, vocês viram o caso denunciado pelo Tribunal de Contas da União, que mandou paralisar a reforma agrária no Brasil? O TCU encontrou irregularidades em 479 mil lotes da reforma agrária, somando um prejuízo potencial de R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos. Teve lote de reforma agrária para 144.621 servidores públicos; 61.965 empresários; 19.393 pessoas com sinais exteriores de riqueza (inclusive carrões Porsche, Land Rover, BMW e Camaro); 1.017 políticos (inclusive 97 deputados estaduais e um senador); e, acreditem, 37.997 falecidos.
Dá para entender por que os homens-fortes do MST, da Contag e de outros "movimentos sociais" ameaçaram invadir casas de deputados que votarem pelo impeachment? Dá para entender por que eles prometem "incendiar o Brasil" se o PT sair do poder?
Dá para entender porque eles estão incitando conflitos sangrentos em toda parte?
Os responsáveis por tudo isso não são sem-terra,
nem sem-teto, nem sem medo; eles são apenas
sem-vergonha.
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