Adeus, Lula
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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
por Paulo Briguet 

Há um filme muito interessante chamado "Adeus, Lênin". Ambientado na Alemanha Oriental, em 1989, conta a história de uma funcionária pública que acredita piamente no comunismo. Em novembro daquele ano histórico, a funcionária sofre um AVC e entra em coma. Durante o período em que ela está inconsciente no hospital, cai o Muro de Berlim. Quando ela recobra a consciência, não existe mais a República Democrática da Alemanha (país cujo nome consistia numa completa mentira: não era República, mas uma oligarquia de gângsteres; não era Democrática, mas uma ditadura; e não era da Alemanha, mas controlada pelos russos).
Os médicos advertem o filho da funcionária comunista que ela não pode sofrer nenhum abalo emocional, ou sua vida estará em risco. O rapaz decide, então, criar um mundo de ilusões para a mãe: um mundo em que o comunismo ainda existe e onde Marx e Lênin são respeitadíssimos.
Vale a pena rever "Adeus, Lênin", sobretudo nos dias que estamos vivendo. O filme servirá para acalma a cabeça e confortar o coração daquele seu amigo petista que ainda acredita em Lula e acha que a Lava Jato não passa de uma grande mentira para roubar o pré-sal.
Durante alguns anos acreditei nessa grande mentira que é o culto à personalidade de Lula, a ponto de ter cometido a insanidade de votar nele em três eleições felizmente perdidas (1989, 1994 e 1998). Na primeira eleição perdida pelo ex-operário, um candidato adversário chamou a atenção para a incongruência entre a campanha lulista e os acontecimentos no Leste Europeu. Fizeram uma genial propaganda em que víamos os alemães orientais saltando o Muro de Berlim, ao som de uma paródia do jingle "Lula lá", alterado para "Pula lá".
Lula tentou pular. Em 1990, viajou para a antiga Alemanha Oriental e prometeu aos companheiros comunistas que iria recuperar na América do Sul aquilo que o domínio que a esquerda havia perdido no Leste Europeu. Prometeu e cumpriu. Vinte anos depois, quase todos os países latino-americanos eram governados por partidos pertencentes à organização socialista transnacional denominada Foro de S. Paulo, fundada por Lula e Fidel Castro no início dos anos 90. O resultado do Foro de S. Paulo nós estamos vivendo hoje, com um país destruído unicamente para sustentar o projeto de poder e o apetite insaciável dos companheiros.
Mas ontem 14 de setembro de 2016 isso começou a mudar, com a denúncia contra o ex-presidente no âmbito da Operação Lava Jato. Exatamente 15 anos depois das mortes do ex-prefeitos Toninho do PT e Celso Daniel, marcos fundadores da era petista, o principal personagem dos monumentais esquemas denominados Mensalão e Petrolão está a um passo da cadeia.
É a hora da verdade para este homem que começou pulando o muro e terminará encontrando o Moro. O país não diz "Fora Temer". O Brasil inteiro grita: "Adeus, Lula".
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