Imagem ilustrativa da imagem A tesoura que acabou com o Brasil
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Dias atrás fiz uma lista de todos os candidatos em quem votei de 1989 para cá. É um show de horrores: Lula (três vezes), Requião, Suplicy, Paulo Bernardo, Nedson, Serra, Alckmin, Beto Richa e, para fechar a lista, Aécio Neves, além de outros (felizmente) menos votados. É bem verdade que em alguns casos fiz o voto útil para evitar seres como Dilma Rousseff. Mas isso não diminui a minha vergonha. Como pude ser tão burro?

Em parte, minha vergonhosa ficha eleitoral se explica pelo "teatro das tesouras", em que nosso país está mergulhado nos últimos 25 anos. Tentarei hoje explicar resumidamente do que se trata.

Hegel, precursor filosófico de Karl Marx, dizia que não é possível criar um movimento histórico de forma linear; é preciso estimular ao menos duas forças políticas em disputa, e controlar as duas. É o chamado mecanismo dialético. O Brasil vive essa prisão ideológica, oscilando entre dois partidos que, como as lâminas de uma tesoura, aparentemente se opõem um ao outro, mas na verdade cortam no mesmo sentido.

Desde 1994, PT e PSDB, o partido esquerdista "radical" e o partido esquerdista "moderado", revezam-se no poder moldando o país segundo a mesma agenda. A direita é simplesmente eliminada do jogo político; durante muitos anos, só havia um - isso mesmo: um! - parlamentar realmente conservador no cenário político brasileiro. A democracia passou a ser uma discussão interna entre as tendências de esquerda. Os personagens inconvenientes foram sendo eliminados ou domesticados; sobraram poucos - e sobrou o povo.

Na era PT-PSDB, as tesouras esquerdistas fizeram um serviço dos diabos: fortaleceram imensamente o sistema bancário (expelindo os patriotas inconvenientes); incharam o setor público e multiplicaram os privilégios da casta dominante; privatizaram apenas para criar oligopólios e não com vistas a um verdadeiro sistema concorrencial; atacaram e fragilizaram a classe média; elevaram os impostos a níveis ingleses, enquanto os serviços públicos permaneciam nos patamares ganenses (a República do Ingana); disseminaram o abortismo, a ideologia de gênero, a propaganda comunista nas escolas e universidades, a libertinagem sexual; destruíram a alta cultura brasileira; pisaram nos valores patrióticos; atormentaram e continuam atormentando os empresários, sobretudo os pequenos; aparelharam a Igreja; exaltaram terroristas e criminosos; desarmaram a população; defenderam a liberação das drogas e deixaram o narcotráfico assumir um poder de Estado; conduziram ao assassinato de 70 mil brasileiros por ano.

Na hora de votar, só tínhamos duas opções: a tesoura radical e a tesoura moderada. Petistas e tucanos. Esquerda e Esquerda do B.

Agora, pela primeira vez, a tesoura PT-PSDB está sendo seriamente ameaçada. E o desespero entre as elites esquerdistas (sobretudo na grande mídia) salta aos olhos: eles simplesmente não aceitam sair do poder.

A pessoa comum e a família - que juntas formam o sinal da cruz - são os principais obstáculos no caminho da tesoura esquerdista. Por isso hoje não resta dúvida: só a cruz vencerá a tesoura.

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