Imagem ilustrativa da imagem A síndrome Haddad-Manuela
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“Se não existe nenhuma verdade última, então as convicções podem ser facilmente instrumentalizadas para fins de poder.”(São João Paulo II)

De vez em quando, alguns adoradores do Estado laico, avessos a tudo que lembra religiosidade, quando não ateus convictos e ferozes, entram em uma espécie de convulsão mística e tornam-se, subitamente, cristãos fervorosos e católicos praticantes. Dou a esse fenômeno o nome de “Síndrome Haddad-Manuela”, em homenagem à presença dos candidatos esquerdistas numa missa católica, durante a última campanha presidencial. Normalmente, essa crise devocional passa assim que certos objetivos políticos são alcançados, e os companheiros podem assim voltar à velha agenda marxista, relativista, abortista e contrária aos valores morais cristãos.

Na última quarta-feira (17/07), conforme noticiou a Folha, tivemos em Londrina mais um exemplo de síndrome Haddad-Manuela. Diversos grupos esquerdistas, socialistas e radicais que fomentam a divisão em nossa cidade divulgaram um manifesto em que realizam a proeza de negar a existência do aparelhamento da Arquidiocese de Londrina ao mesmo tempo em que o confirmam.

Uma passada de olhos pela lista dos signatários do documento já é bastante esclarecedora. Temos lá esquerdistas, socialistas, comunistas, petistas, psolistas, sindicalistas, cutistas, feministas, grevistas, ativistas, verdevaldo-afetivos e demais representantes da indefectível patota ideológica chamada esquerda londrinense. A lista é longa, mas cremos que poderia ser resumida em apenas duas palavras: LULA LIVRE. Todos eles, de algum modo, foram cúmplices de um partido que devastou o país e nos lançou na maior crise da história, da qual agora tentamos desesperadamente sair.

Tal documento não é um manifesto, é uma confissão. A confissão de culpa dos esquerdistas londrinenses: de fato, eles se julgam no direito de aparelhar a nossa Igreja para fins de poder.

É triste perceber que o documento foi assinado por grupos que defendem pautas radicalmente contrárias à Doutrina e ao Magistério da Igreja, tais como o aborto, a ideologia de gênero, a luta de classes, a revolução socialista e, principalmente, a impunidade de criminosos corruptos. Eles não fazem a opção preferencial pelos pobres; na verdade, sua opção preferencial é pelos companheiros, notadamente aqueles que foram condenados pela Justiça.

A quantidade de assinaturas na nota esquerdista pode dar a falsa impressão de que eles são numerosos e majoritários. Na verdade, trata-se apenas de uma minoria radical.

É preciso, com urgência, cessar o aparelhamento ideológico e partidário da Igreja em Londrina. É preciso tirar o PT do altar!