"A República não precisa de gênios!"

Hoje, na apresentação dos estudos do Fórum Desenvolve Londrina, o meu amigo Cláudio Tedeschi relembrou uma passagem dramática da história.
Em 8 de maio de 1794, o cientista francês Antoine Laurent de Lavoisier, pai da química moderna e descobridor do oxigênio, foi guilhotinado em praça pública.
O gênio da ciência estava entre os milhares de vítimas do período do Terror na Revolução Francesa. As acusações de peculato contra Lavoisier eram frágeis, mas a fúria dos revolucionários jacobinos prevaleceu. O juiz que o condenou teria declarado, ao rejeitar os apelos contra a sentença de morte:
"A República não precisa de gênios!".
Um grande matemático da época, Joseph Loius de Lagrange, disse uma frase célebre após a execução de Lavoisier:
"Uns poucos instantes foram o bastante para cortar sua cabeça, mas talvez sejam necessários mais de 100 anos para a humanidade produzir uma cabeça igual".
As palavras de Lagrange se revelaram proféticas. Em 14 de março de 1879, Albert Einstein nascia em Ulm, na Alemanha.
Sim, o mundo precisa de gênios. O mundo precisa da cultura, da ciência, da sabedoria, do conhecimento. A razão é o oxigênio da história.





