A PEC da sobrevivência nacional

Nos anos 80, o economista Edmar Bacha cunhou o termo Belíndia para definir o Brasil. Teríamos, dentro da mesma nação, dois países lado a lado: a Bélgica dos ricos e a Índia dos desassistidos.
Nos anos 90, o economista Gustavo Franco deu outro nome para o país: Ingana. Com impostos da Inglaterra e serviços públicos de Gana.
Mas o meu comentário preferido sobre o funcionamento da democracia brasileira é de outro economista, que também foi diplomata e escritor: Roberto Campos. Após ser promulgada a Constituição Federal de 1988, ele sentenciou de maneira profética: "Acabamos de legar ao Brasil uma Constituição com direitos suíços e recursos moçambicanos".
A aprovação da PEC 55, que regula os gastos públicos nos próximos 20 anos, é o primeiro passo para sairmos dessa esquizofrenia coletiva. Como dizia outro brilhante economista, o professor José Monir Nasser: "Nenhuma sociedade pode ser rica antes de ser inteligente".
A PEC 55 não é a PEC da morte, como vinham dizendo aqueles que ajudaram a destruir o país nos últimos 13 anos. É a PEC da sobrevivência nacional.





