Imagem ilustrativa da imagem A mulher que me reconstruiu


Hoje a minha amada Rosângela faz aniversário. Nem todos nossos amigos sabem, mas ela tem Aparecida como segundo nome, graças à devoção de seus pais, Lourenço e Elia.

Em 2017, comemora-se o tricentenário de Nossa Senhora Aparecida. Neste final de semana, Sr. Lourenço e D. Elia estiveram na basílica da Padroeira do Brasil. Certamente, eles rezaram muito pelas duas filhas, Rosângela e Sandra, que fazem aniversário com apenas três dias de diferença.

Em 1978, pouco antes da morte do papa Paulo VI, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi alvo de um atentado. Um doente mental aproveitou-se de uma queda de energia para derrubar a imagem. A estátua de terracota, encontrada por três pescadores no Rio Paraíba, em 12 de outubro de 1717, ficou quebrada em mais de 200 pedaços.

Seguiu-se então um meticuloso trabalho de restauração da imagem, coordenado pela artista plástica Maria Helena Chartuni, contratada pelo Masp (Museu de Arte de São Paulo), à época dirigido pelo célebre Pietro Maria Bardi.

Foram dois meses de intenso trabalho, em que a artista logrou reconstruir a imagem-símbolo da Padroeira do Brasil, nossa Virgem Negra. A imagem ainda carrega marcas do atentado, assim como a sua equivalente polonesa, Nossa Senhora de Chestokowa, traz as marcas dos golpes dos invasores anticristãos. A imagem foi reapresentada no final de julho de 1978, quando já fora entronizado um novo papa: São João Paulo II.

As pessoas que nascem consagradas a Nossa Senhora Aparecida parecem guardar o dom de reconstituir aquilo que o mundo destruiu. Você, Rosângela, refez a minha vida que estava em pedaços, como a imagem da Mãe de Deus. Em minha juventude, fui atacado por uma série de ismos: ateísmo, materialismo, comunismo, hedonismo, egoísmo. Você me livrou de todos eles e reconstituiu o meu ser.

Não há agradecimento que esteja à altura do que você fez e faz com a ajuda de Nossa Senhora.

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