No filme "O Ovo da Serpente", de Ingmar Bergman, cuja ação se passa em 1923, na Alemanha pré-nazista, um personagem maligno diz esta frase profética: "É como um ovo da serpente, no qual se vê, através da fina membrana, o réptil já em formação".

As greves e "ocupações" que acontecem no Paraná e em todo o Brasil são o ovo da serpente — no caso, uma jararaca — que pretende retomar o poder estatal que lhe foi democraticamente retirado, na estrita observância do texto constitucional.

O nome dessa serpente é PT, mas ela não vem sozinha: está acompanhada de suas vastíssimas linhas auxiliares nas universidades, nos sindicatos, nos órgãos públicos, na mídia e nos meios culturais.

E o que é pior: para realizar seus planos políticos, os filhos da CUT não hesitam em aliciar os nossos filhos.

O que estamos vendo é o desespero de uma organização criminosa que sofreu uma derrota monumental nas urnas e que agora tenta mostrar força aparelhando a máquina pública e as escolas onde estudam nossas crianças e jovens.

Não são ocupações, são invasões. A principal característica de uma invasão é que ela se dá por elementos externos ao meio em que ocorre e altera de maneira drástica o funcionamento dos locais invadidos.

As escolas estaduais de Londrina estão sendo invadidas por militantes esquerdistas que controlam e monitoram todo o funcionamento das instituições. O trabalho desses militantes consiste em alterar o andamento das aulas e inserir atividades de doutrinação coletiva. Crianças e jovens são submetidos a sessões de engenharia social, com temas caros à agenda esquerdista, tais como a ideologia de gênero, aulas sobre "o golpe" e até, pasmem, técnicas de enfrentamento contra a Polícia Militar.

Os filhos da PUC não querem o bem dos nossos filhos. Eles querem é usá-los como trampolim para tornar a companheirada politicamente mais forte. Com malícia tipicamente esquerdista, apostam em uma situação de conflito para que possam exercer sua especialidade: apresentar-se como vítimas. E o pior é que podem usar o seu filho ou sua filha nessa história.

A pauta dos filhos da CUT não é salário, previdência ou condições de trabalho. Tudo isso é secundário, uma fachada para o verdadeiro objetivo: criar o caos no país e abrir caminho para a volta do PT ao poder.

Os filhos da CUT estão desesperados com a perspectiva de que seu principal líder seja preso nos próximos dias, talvez horas. É o fator jararaca.

Os filhos da CUT estão desesperados com a redução dos gastos do Estado e, portanto, de suas benesses. Um dos cortes mais temidos por ele é o do imposto sindical, que sustenta a imensa máquina de pelegagem paga com dinheiro público.

Os filhos da CUT estão desesperados com a poder do poder e com o fortalecimento da sociedade civil demonstrado nas manifestações de 2015 e 2016.

Mas não podemos cair na armadilha deles: uma proposta racional seria reunir os pais, professores e alunos que não aceitam esse absurdo — estou convicto de que eles são a grande maioria — e fazer com que pacificamente as escolas voltem ao funcionamento normal. Tudo em paz e ordem, como funciona na casa da gente.

Lembrem-se: a família derrota a quadrilha.

Lembremos também as palavras do poeta e dramaturgo Bertolt Brecht, grande ídolo das esquerdas, pela boca de um personagem da peça didática "A medida punitiva":

"Quem luta pelo comunismo tem de poder lutar e não lutar; dizer a verdade e não dizer a verdade; prestar serviços e negar serviços; manter a palavra e não cumprir a palavra; enfrentar o perigo e evitar o perigo; identificar-se e não se identificar. Quem luta pelo comunismo tem, de todas as virtudes, apenas uma: a de lutar pelo comunismo".

Substitua comunismo por PT e você terá uma imagem do que os filhos da CUT querem fazer com o país. E também do que já fizeram.

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