Imagem ilustrativa da imagem A família salvará o mundo
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Não foi por acaso que Deus escolheu uma família para vir ao mundo. Ele poderia, se quisesse, ter surgido em um templo, em um palácio, ou de alguma forma espetacular. Mas nasceu na família de um mestre marceneiro da modestíssima Nazaré. Uma família no sentido mais puro e simples que possa ser concebido.

Nem todos sabem, mas em Londrina está sepultado um grande herói da família no mundo contemporâneo. Seu túmulo encontra-se no Jardim de Maria, ao lado do Santuário de Schoenstatt. Trata-se de Friedrich Kühr, mais conhecido como Dr. Fritz Kühr, o político e economista alemão que fundou o Instituto Internacional das Famílias de Schoenstatt quando estava aprisionado no campo de concentração de Dachau, durante a Segunda Guerra Mundial. O idealizador do Instituto, Padre José Kentenich, também prisioneiro dos nazistas em Dachau, concebeu essa obra para que a instituição da família e do matrimônio fossem os pilares de uma nova ordem social cristã em todo o planeta. Hoje, o Instituto das Famílias está presente nos cinco continentes, realizando um trabalho nem sempre reconhecido, mas extremamente eficaz na defesa da instituição familiar.

Dachau era o inferno na Terra. Os campos de concentração nazistas, cujo modelo veio da Rússia soviética, representavam o exato oposto de um lar familiar. Eram lugares de violência, loucura, paganismo e morte. O egoísmo impunha-se como lei suprema nesses ambientes. Pois foi exatamente o local escolhido por Padre Kentenich e Fritz Kühr para iniciar a luta internacional em prol da família. Kentenich via em Dachau a imagem do mundo futuro, em que o materialismo, a força do Estado e a arrogância ideológica oprimem e perseguem as famílias em toda parte. A imagem do menino Charlie Gard, condenado à morte por um "Tribunal de Direitos Humanos" é um símbolo do nosso tempo.

Nesta guerra das forças coletivistas contra as pessoas comuns, vale conhecer a oração pessoal de Fritz Kühr, que morreu em Rolândia no ano de 1950, oferecendo sua vida pela causa da família:

"Dá-me, ó Deus,
Um coração filial para crer,
Um coração maternal para amar,
Um coração viril para agir.
Dá-me, para a atitude filial na fé: tempo e Paz;
Para a atitude maternal no amor: pureza e alma;
Para a atitude viril no agir: humildade e confiança.
Ensina-me a verdadeira magnanimidade.
Ensina-me a servir, como Tu o mereces;
Dar, sem contar;
Lutar, sem olhar as feridas;
Trabalhar, sem procurar descanso;
Entregar-me, sem esperar e retribuição.
A mim será suficiente a alegria de saber ter cumprido a tua santa vontade.
(...)
Amém."

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