Imagem ilustrativa da imagem A estrela do ódio


Na Alemanha nazista, as casas e lojas pertencentes a judeus eram identificadas com uma estrela amarela. Conforme o regime de Hitler se tornava ainda mais cruel, a estrela de identificação racial passou a ser usada pelos judeus costurada em um local visível da própria roupa. Quando um judeu cruzava com um ariano na rua, era obrigado a ceder passagem, sob pena de prisão.

Qual não foi minha surpresa ao ouvir as palavras do jovem que se identifica como "estudante de economia da UEL" no vídeo abaixo. Peço a você que ouça atentamente as palavras do militante, supostamente um ardoroso defensor das invasões de escolas, sobretudo a partir de 2:05.



É isso mesmo que você viu e ouviu. O militante defende que as casas dos "fascistas" e "golpistas" (ou seja, eu e você, caro leitor) sejam marcadas com uma estrela.

A desfaçatez do rapaz é tamanha que eu fico com a pulga atrás da orelha. Ele não pode estar falando sério. Estará realizando algum tipo de experiência antropológica ou aplicando algum teste de psicologia das massas? Se for isso, o grande absurdo no vídeo consiste no fato de ele ter sido aplaudido pela assembleia.

Diversos autores — entre os quais eu destacaria Eric Voegelin, Paul Johnson e Richard Overy — apontam semelhanças básicas entre os sistemas ditatoriais do nazismo e comunismo. No trecho em tela, resta evidente uma das mais importantes características comuns aos dois totalitarismos: substitua-se o ódio racial pelo ódio de classe, e teremos a receita da servidão e do genocídio.

Depois, nós é que somos fascistas.

Depois, nós é que fazemos discurso de ódio.

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Update, 17h08: De fato, como eu suspeitava, o vídeo é uma experiência do Felipe Lintz, membro do MBL nacional. Seu objetivo é demonstrar como é fácil dizer os maiores absurdos e ser aplaudido dentro dessas assembleias "soberanas". Ato corajoso, um alerta para toda a sociedade.

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