A escravidão de um mundo sem livros

A coluna Avenida Paraná desta quarta-feira vai falar sobre um livro fascinante: "Fahrenheit 451", de Ray Bradbury. Estou sempre voltando a essa história de um tempo em que os livros são proibidos e as pessoas são comandadas pela televisão. Leia a seguir dois trechos perturbadores da obra. São frases proferidas por Beatty, o vilão da história:
"As pessoas querem ser felizes, não é certo? Não foi o que você ouviu durante toda a sua vida? Eu quero ser feliz, é o que diz todo mundo. Bem, elas não são? Não cuidamos para que estejam sempre em movimento, sempre se divertindo? É para isso que vivemos, não acha? Para o prazer, para a excitação? E você tem de admitir que a nossa cultura fornece as duas coisas em profusão."
"Se você não quiser que se construa uma casa, esconda os pregos e a madeira. Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. (...) Se um governo é ineficiente, despótico e ávido por impostos, melhor que ele seja tudo isso do que as pessoas se preocuparem com isso."
"Os livros não dizem nada! Nada que se possa ensinar ou em que se possa acreditar. Quando é ficção, é sobre pessoas inexistentes, invenções da imaginação. Caso contrário, é pior: um professor chamando outro de idiota, um filósofo gritando mais alto que o seu adversário. Todos eles correndo, apagando as estrelas e extinguindo o Sol. Você fica perdido."





