“O último inimigo a derrotar será a morte, porque Deus sujeitou tudo debaixo dos seus pés." (I Coríntios 15, 26)

Que a consolação de Deus ampare o coração do célebre jornalista Jota Oliveira
Que a consolação de Deus ampare o coração do célebre jornalista Jota Oliveira | Foto: Cema Fabian/Divulgação

Jota Oliveira, o nosso querido Jota, é um patrimônio do jornalismo paranaense. Repórter e editor de grande competência, trabalhou por muitos anos na Folha de Londrina. Especialista em agropecuária, escreveu muitos textos antológicos, como aqueles que narram a geada negra de 1975. Mestre na profissão, também é um mestre na vida: em 2003, foi submetido a um transplante de fígado, experiência que resultou em livro. Dele também é a coletânea de crônicas “Histórias do Campo”, cuja leitura recomendo fortemente e pode ser encontrado em nossa Biblioteca Municipal.

Quando eu me tornei repórter da Folha, em 1994, era o segundo a entrar na redação todas as manhãs. E quem era o primeiro? Ele mesmo, o Jota. Eu abria a porta da redação e ele estava lá, sentado diante do monitor, com seus óculos de lentes grossas, trabalhando em algum texto da Folha Rural.

“Bom dia, Jota!”

“Bom dia, Paulo!”

Seu profissionalismo, sua cordialidade e sua dedicação sempre foram um exemplo para mim. Ao lado da amada companheira Adélia, Jota enfrentou muitos desafios ao longo da vida. Agora, o nosso Jota enfrenta aquela que talvez seja a mais difícil das batalhas: a imensa dor da perda de seu filho Marcelo.

Mestre Jota, que o Espírito Consolador de Deus ampare o seu coração e o de D. Adélia — e que essa dor tão grande seja repartida nos corações de seus muitos amigos, admiradores e leitores.

A ALIANÇA DA VIDA

Certamente você já viu, no balcão de estabelecimentos comerciais da cidade, um pequeno cofre de moedas com a logomarca do Hospital do Câncer de Londrina. É o Cofre Solidário, uma das formas que essa instituição londrinense encontrou para viabilizar doações da comunidade. Como todos sabem, eu sou um fã incondicional do Hospital do Câncer. Sempre que posso, coloco umas moedinhas ali.

Minha querida amiga Cema Fabian, que é voluntária do HCL, contou-me uma passagem emocionante nesta semana. Estavam os voluntários do hospital recolhendo as doações do cofre quando, entre as moedas, viram um par de alianças. Sim, isso mesmo, alianças de casamento. Dois anéis de ouro que valem centenas e centenas de moedinhas.

E não é a primeira vez que isso acontece. Em 2018, uma senhora de 90 anos foi até o Hospital do Câncer e entregou um par de alianças dela e do marido, que havia falecido pouco tempo antes. Volto a dizer: o HCL é um lugar abençoado, protegido por um batalhão de anjos — e, por isso, mesmo cenário de milagres e poemas.

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