EDITORIAL - Os 50 anos de um patrimônio do Paraná
PUBLICAÇÃO
sábado, 02 de outubro de 2021
Folha de Londrina 

Os números são grandiosos. Em 1,5 milhão de metros quadrados estão espalhados 300 salas de aula e 800 laboratórios que abrigam professores, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e servidores. A UEL (Universidade Estadual de Londrina) nasceu na Fazenda Santana, chamada de Fazenda Perobal, devido ao número grande de perobas-rosas que haviam no espaço. Isso, sem contar as unidades fora do campus.
Esses e outros detalhes do nascimento da UEL são contados no Jornal Notícia, que é encartado nesta edição de FDS da Folha de Londrina (2 e 3 de outubro) e se completa com o conteúdo especial que a FOLHA preparou para marcar a abertura das comemorações dos 50 anos do reconhecimento da universidade, que será completado em 7 de outubro.
É com muito orgulho que a FOLHA abre as comemorações do Jubileu de Ouro da UEL por meio dessa parceria inédita, com o jornal interno da universidade chegando à comunidade encartado na Folha de Londrina.
O conteúdo produzido pela Coordenadoria de Comunicação Social da UEL se completa com as reportagens produzidas pelos jornalistas da Folha de Londrina. O Notícia trata dos aspectos históricos, de personagens, dos números e estrutura da instituição. Já as 12 páginas especiais da FOLHA mostram o presente e o futuro da universidade que formou mais de 83 mil profissionais - entre eles, muitos dos jornalistas que passaram pela Redação da FOLHA.
O resultado dessa parceria você vê nesta edição, nas versões impressas e online do jornal e o orgulho do resultado desse trabalho remete ao comprometimento da Folha de Londrina, nos anos 1960 e 1970, para a criação da UEL. Na época, o fundador da FOLHA, João Milanez, se empenhou, junto com outras lideranças da cidade, em campanhas e reivindicações para tornar real o sonho da universidade estadual. Uma das fotos históricas mostradas pelo Notícia, retratando autoridades em visita às obras do campus, traz o "patrão" Milanez e o primeiro reitor da UEL, Ascêncio Garcia Lopes.
A universidade influenciou no desenvolvimento das vocações de Londrina e no perfil que a cidade apresenta para o país e o mundo. Se não fosse a UEL, Londrina não seria uma cidade universitária. Saúde, agronegócio, construção civil, tecnologia, artes e cultura - são tantas as marcas que ela imprimiu no município...
E que nunca sejamos ingratos. A UEL ajudou o Norte do Paraná a superar muitas dificuldades. A última crise, indiscutivelmente, é a da Covid-19. Impossível vencer a pandemia sem o incansável apoio dos professores, alunos e funcionários da universidade.
Que a cidade continue fazendo a parte dela, lutando pela autonomia da instituição, apoiando o ensino público e contribuindo para pelo desenvolvimento desse patrimônio do Norte do Paraná.
Parabéns, UEL!


