EDITORIAL - Fim dos Jogos Olímpicos de Tóquio
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segunda-feira, 09 de agosto de 2021
Folha de Londrina 
Chegaram ao fim neste fim de semana os Jogos Olímpicos de Tóquio. Depois de ser adiada, em meio a muitas incertezas acerca de sua realização, a Olimpíada se tornou realidade e serviu para jogar um pouco de luz nestes tempos sombrios de pandemia.
As suntuosas arenas vazias, o incômodo silêncio nas comemorações e os protocolos contra a Covid-19, que fizeram com que os próprios atletas colocassem suas medalhas ao peito, não nos deixaram esquecer que estávamos diante de uma edição atípica. Comprometida de sua plenitude, mas ainda assim uma grande olimpíada.
Como principal mensagem para o mundo, fica o espírito olímpico de superação, paz e união entre os povos. Em um planeta inteiro fragilizado por um vírus, com mais de 4 milhões de mortos, o esporte mais uma vez nos ensina que, apesar de todas as adversidades, podemos nos levantar e tentar novamente. Ou que, quando não estamos bem emocionalmente, podemos, sim, dar um tempo, e ir com calma.
Nesta edição dos Jogos, o skate estreou trazendo ao pé da letra a máxima olímpica: “o importante é competir”. Jovens e até crianças de 12 e 13 anos deram um show nas pistas, se abraçando e comemorando até quando eram superados pelos adversários. O skate, acompanhado do surfe, trouxeram frescor e rejuvenesceram os Jogos Olímpicos da era moderna.
Já a participação brasileira foi a mais vitoriosa da história das Olímpiadas. Com 21 medalhas, o país bateu o recorde de pódios conquistados há cinco anos, no Rio de Janeiro. Foram sete ouros - o mesmo número da edição anterior - seis pratas e oito bronzes. Com isso, o Brasil terminou na 12ª posição no quadro de medalhas, uma à frente da Rio-2016.
A colocação recorde serve de incentivo para o país projetar estar entre as 10 potências olímpicas nas próximas edições dos Jogos: Paris-2024 e Los Angeles-2028. Para isso é preciso investimento.
O caso de Darlan Romani, atleta brasileiro que terminou em quarto lugar em arremesso de peso, serviu para ilustrar a realidade de muitos esportistas no país. Um vídeo publicado na internet mostra Romani treinando de forma precária, em um terreno baldio, em meio a entulhos. Acolhido pela torcida, ele disse que dará “300%” de si para conseguir a tão sonhada medalha em Paris.
A tocha olímpica se despede de Tóquio rumo à França. Que daqui a 1.083 dias possamos assistir a mais uma cerimônia de abertura, mas desta vez completamente livre das mazelas da pandemia.
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