Colecionadores e acumuladores são bem diferentes. À primeira vista pode parecer que colecionar e acumular se tratam da mesma coisa, já que ambos os hábitos consistem em juntar objetos. Mas há um movimento psíquico distinto que diferencia aquela pessoa que é uma colecionadora daquela que simplesmente acumula. O colecionador faz a coleção de objetos os mais variados, como selos ou moedas, que podem ter um valor financeiro ou emocional. Os objetos guardam uma coerência entre si, há um tema por assim dizer. Há coleções de brinquedos, de carros antigos, de chaveiros, etc. Todos seguem um padrão.

Imagem ilustrativa da imagem Diferenças entre o colecionar e o acumular

Os colecionadores guardam até mesmo a história de algum país ou época. Aqueles que colecionam moedas mantêm vivo como era o dinheiro de determinado tempo, mostrando como era o material utilizado, o tipo de cunhagem, quem eram os homenageados que apareciam gravados. Os colecionadores são guardiões dos mais diferentes objetos que usamos no dia a dia e que, às vezes, nem prestamos muita atenção nem damos valor. Não é à toa que muitas coleções acabam indo parar em museus, pois se tornam algo muito valioso e interessante.

icon-aspas Colecionadores guardam até mesmo a história de algum país ou época. Não é à toa que muitas coleções acabam indo parar em museus

Já os acumuladores são outra coisa. No acúmulo dos objetos juntam-se várias coisas que não carregam correspondência entre si. Há simplesmente um ajuntamento de objetos e este acúmulo deve-se a sérios problemas psicológicos de pessoas que não conseguem jogar fora o que não mais precisam.

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icon-aspas Já o acúmulo se deve a sérios problemas psicológicos de pessoas que não conseguem jogar fora o que não mais precisa

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Há uma angústia de separação entre os acumuladores. Eles não conseguem se separar de nada, pois temem a dor que a separação acarreta e, com isso, não se permitem se desfazer de coisa alguma. Ao acumular se sentem protegidos e seguros da ansiedade de separação. No entanto, não percebem que se empobrecem. Seus objetos não guardam uma história, não têm um verdadeiro valor e significado.

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Muitos acumuladores tornam a própria casa inabitável de tantas tralhas que juntam. Nestes casos se faz necessário um tratamento. Na coleção há um prazer envolvido e há também todo um trabalho de pesquisa para encontrar os objetos que podem adicionar mais valor à coleção. É algo que demanda estudo e paciência. Já entre os acumuladores não há um prazer, mas uma ansiedade. É sofrido. Faz com que se perca vida e tempo.

Sylvio do Amaral Schreiner, psicoterapeuta de Londrina

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