Além das questões emocionais que envolvem a perda do animalzinho, há ainda a questão prática sobre o destino do corpo. Diferente do que muitos pensam, não é só enterrar - esta ação, inclusive, é considerada crime ambiental. Por isso, a médica veterinária Thaís Arrebola orienta sobre os procedimentos adequados após a morte de um pet.

“A maioria das pessoas pensam que é necessário enterrar o animal, mas isso não pode ser feito, porque contamina o solo e os lençóis freáticos, trazendo riscos à saúde”, explica. Por isso, se o animal já passa por acompanhamento com veterinário, o mais indicado é levá-lo até o profissional para que ele faça o destino correto ou mostre os serviços disponíveis na cidade.

Atualmente, há empresas responsáveis pela cremação do corpo do animal e também é possível recorrer às instituições de ensino superior, pois elas também precisam fazer o descarte de forma correta. “O ideal seria termos o Centro de Controle de Zoonoses, mas como não temos aqui na cidade, não há esse serviço disponível”, explica e menciona que ainda ainda não é oferecido esse tipo de serviço de forma gratuita.

AFETO

Muitas pessoas optam por enterrar os animais não só pela questão de custo, mas por afeto, destinando o corpo em local que fique perto da família. “Além de ter aquele fator amoroso, fator emocional, que vai ficar perto da família no próprio quintal, tem o pessoal que não pode gastar com a cremação”, afirma. Por isso, a médica veterinária cita que as empresas que disponibilizam esse serviço também oferecem plano funerário para o animal, incluindo cremação, funeral e velório.

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