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. | Foto: Shutterstock

As mulheres enfrentam muitos desafios ao longo de suas vidas, mas tem um que é especialmente complexo: a maternidade. Um universo de turbilhões e ambiguidades, desde o momento da escolha em ser mãe (quando isso é possível) até a educação dos filhos. Culpa, preocupação e cansaço misturados com realização e muito amor são descrições comuns das mamães.

Esse processo todo exige não só da parte física, mas também do emocional da mulher, afinal, são muitas as mudanças. O corpo deixa de ser aquele de antes, os hormônios mais do que nunca estão no comando, sem contar as restrições enfrentadas.

A maternidade é recheada de bons momentos, mas, como quase tudo na vida, tem o “lado B”. Durante nosso trabalho de atendimento a mulheres mães, percebemos que o aspecto que traz mais sofrimento nesse papel é a famosa culpa. Elencamos aqui as cinco principais culpas que as mães relatam:

- Retorno ao mercado de trabalho (voltar ou não voltar e ainda, trabalhar a mesma quantidade de antes ou não).

- Amamentação (não conseguir amamentar no peito ou exclusivamente no peito).

- Vida social (ter tempo para sair com o marido, com as amigas, sentir falta da liberdade de antes).

- Deixar o(a) filho(a) com alguém (para poder trabalhar ou cuidar de si).

- Educação (questionamentos como “estou sendo boa o suficiente?”, “estou fazendo tudo que deveria fazer?”)

Acreditamos que grande parte dessa culpa surge como fruto das comparações que acontecem no universo feminino. Sabemos que não comparar é quase como não respirar, acontece de forma praticamente involuntária. E é aí que vem (ou deveria vir) o movimento de acolhimento com cada uma de nós.

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A maternidade pode ser mais leve quando a mulher aceita que está fazendo o melhor que pode dentro dos recursos que tem, independentemente do que a prima ou a vizinha conseguem fazer. Não tem certo e errado, mas tem o seu caminho, as escolhas que você faz, a sua forma de ser mãe e ela é perfeita do jeito que é.

Como mulheres, mães e psicólogas, nosso desejo (e nossa meta) é que a gente construa uma rede de apoio entre as mamães para minimizarmos todos os julgamentos e, assim, contribuir para que o sentimento de culpa se perca ao longo do caminho.

Que sejamos ouvido, colo, abraço e até silêncio se for necessário quando alguma mãe contar as suas escolhas, seus desafios, seus medos. E que sejamos amigas, principalmente, de nós mesmas.

Maternidade é substantivo singular, particular e único, mas ao mesmo tempo tão plural e diverso. Que nesse Dia das Mães você se sinta única, especial e diversa como só quem é mãe pode ser e, de preferência, sem culpa!

Carina Paula Costelini Isper, Cintia Aparecida Barbizan e Fabiane Costa Moraes Martins, psicólogas e autoras do Instagram @maternidadesemculpa_

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