Curitiba – O presidente da APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná), Hermes Leão, contestou as afirmações do governador Ratinho Junior (PSD), que em coletiva na tarde de segunda-feira (14) disse ser "muito difícil" conceder a data-base dos servidores públicos estaduais ainda em 2019. De acordo com o professor, existe sim margem para o reajuste. As diferentes categorias pedem 16% de aumento, índice que considera o acumulado até maio deste ano.

“A gente entende que esse método do governador é muito equivocado, de começar a anunciar questões sobre os servidores públicos na imprensa e nas redes sociais. Ele havia feito uma fala de diálogo, respeito, de haver uma mesa permanente de debate. A gente não debateu esse tema do reajuste de 2019 com o governo. Não tivemos nenhuma oportunidade de fazer todo o estudo e mostrar em reunião de negociação. Então, nós servidores – não só a APP, mas de maneira geral -, lamentamos essa escolha do governador”, criticou Leão.

Além da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), o chefe do Executivo cita como impedimento o fato de o caixa do Estado estar “comprometido”. O sindicalista, contudo, contesta. “No ano passado, quando a [então] governadora Cida Borghetti (PP) enviou à Assembleia Legislativa o reajuste de 1%, nós havíamos reivindicado pelo menos 2,75%, que era a inflação, e o governador [então deputado estadual] e sua bancada apoiaram uma emenda ampliando para esses 2,75%. Não faz sentido agora não reconhecer inclusive aquele direito”, prosseguiu.

Sobre o fato de Ratinho ter argumentado que esperava R$ 4 bilhões em caixa, mas recebeu R$ 240 milhões, Hermes Leão disse que faz outra leitura. “O governo não abriu o debate sobre a questão orçamentária com os servidores”. Ele também adiantou que diversas categorias já realizaram assembleia e aprovaram uma paralisação geral, de 24 horas, no dia 29 de abril, data em que o Massacre ou Batalha do Centro Cívico completa quatro anos. “Vamos levar essas pautas todas para discussão”.

mockup