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Norte Pioneiro
13/09/2017

Um oásis no coração do Norte Pioneiro

Santo Antônio da Platina tem um dos poucos viveiros ainda em atividade na região, oferecendo cerca de 500 mudas por mês à população local e de cidades vizinhas

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Fotos: Luiz Guilherme Bannwart/Divulgação
Fotos: Luiz Guilherme Bannwart/Divulgação - Antônio de Carvalho é o responsável pelo cultivo das mais variadas espécies de mudas disponibilizadas gratuitamente:
Antônio de Carvalho é o responsável pelo cultivo das mais variadas espécies de mudas disponibilizadas gratuitamente: "É muito gratificante"


Santo Antônio da Platina - Um projeto criado há mais de 16 anos no Paraná pelo governo Jaime Lerner para incentivar o processo de arborização urbana e rural, e o reflorestamento em áreas degradadas, não prosperou na grande maioria dos municípios contemplados no Norte Pioneiro. Batizado como Florestas Municipais, inexplicavelmente o projeto socioambiental custeado pelo Estado acabou deixado de lado pelos gestores pouco depois de ser implantado. Um dos poucos viveiros ainda em atividade na região funciona em Santo Antônio da Platina, onde nesta época do ano a exuberância dos ipês, em especial o amarelo, encanta moradores e visitantes e justifica a manutenção do espaço.
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O servidor municipal Antônio de Carvalho é o responsável pelo cultivo das mais variadas espécies de mudas disponíveis no viveiro construído no Parque Ecológico Municipal. Ele foi nomeado para a função há 16 anos. Hoje o local oferece, em média, mais de 500 mudas por mês aos moradores. "É muito gratificante para mim o resultado do trabalho que desenvolvemos aqui (no viveiro municipal). Recentemente arborizamos a avenida José Palma Rennó de ponta a ponta com ipês, e logo veremos o mesmo espetáculo visual proporcionado na avenida Coronel Oliveira Motta. É fantástico!", pondera.

Atualmente, o viveiro disponibiliza aos platinenses mais de três mil mudas para o plantio. Entre as espécies mais solicitadas, o servidor destaca os ipês (amarelo, roxo, branco e rosa), a araucária, o jacarandá, a gurucaia, a aroeira pimenteira, o cedrinho, o jamelão, o araçá vermelho, a pata de vaca e o sabugueiro. "Elas são distribuídas gratuitamente. Basta apresentar um documento pessoal e um comprovante de residência", orienta Carvalho.

Algumas poucas mudas são distribuídas a moradores de cidades vizinhas. A Secretaria Municipal de Agricultura e do Meio Ambiente, no entanto, explica que as espécies servem para atender, exclusivamente, os platinenses, e orienta que as requisições devem ser protocoladas junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP), que dispõe de viveiros apropriados para atender a região.

De acordo com o técnico agrícola José Ricardo Arruda, que responde pelo Departamento Municipal do Meio Ambiente, entre janeiro e agosto foram distribuídas 3,7 mil mudas, que segundo ele são usadas no reflorestamento de reserva legal, na recuperação de mata ciliar e arborização urbana. "A manutenção do viveiro tem praticamente custo zero ao município. Os funcionários compõem o próprio quadro de servidores, e o substrato e as sementes são fornecidas por produtores rurais ou extraídas das próprias árvores que temos catalogadas no parque, na cidade e na zona rural. O preço médio de cada muda varia entre R$ 0,15 e R$ 0,20, valores insignificantes para os resultados que elas nos proporcionam", avalia.

Ipês embelezam ruas de Santo Antônio da Platina
Ipês embelezam ruas de Santo Antônio da Platina


Plano de arborização em fase de orçamento
O secretário municipal de Agricultura e do meio Ambiente de Santo Antônio da Platina, Luiz Carlos da Silva, informou que o Plano de Arborização Urbana está em fase de orçamento, porém, só deve ser colocado em prática no primeiro semestre de 2018. "O Conselho Municipal do Meio Ambiente esteve reunido há poucos dias para tratar de assuntos referentes ao orçamento do plano, e em breve deve ser aberto o processo de licitação para escolher a empresa responsável", disse o secretário.

O Plano de Arborização Urbana é um instrumento integrado ao Plano Diretor, e serve para analisar o solo e espécies adequadas para o desenvolvimento ambiental dos municípios. "Não é simplesmente sair plantando árvores. É preciso um estudo aprofundado de solo e a indicação da espécie ideal para cada região, e isso deve ser feito por especialistas. Entretanto, o plano vai muito mais além do que as questões socioambientais. Somos responsáveis pelas futuras gerações, e a natureza tem reagido drasticamente em consequência das nossas ações", adverte.(L.G.B.)
Luiz Guilherme Bannwrt
Especial para a FOLHA
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