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Geral
19/06/2017

Alerta para riscos do consumo de álcool durante a gravidez

Síndrome Alcoólica Fetal não tem cura e atinge, em média, três bebês a cada mil nascidos vivos

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Shutterstock - Não existe dosagem mínima segura ou tipo de bebida alcoólica que não coloque o desenvolvimento do feto em risco
Não existe dosagem mínima segura ou tipo de bebida alcoólica que não coloque o desenvolvimento do feto em risco

Apenas uma taça de vinho. A quantidade, aparentemente inofensiva, é suficiente para causar deformidades e comprometer o desenvolvimento do feto. Embora as gestantes sejam alertadas sobre os riscos de ingerir bebidas alcoólicas, nem todas deixam o consumo de lado. A Síndrome Alcoólica Fetal pode ser identificada de imediato, logo após o nascimento do bebê, ou ao longo da infância. Os sintomas vão desde alterações na face, baixo peso e retardo mental até dificuldades de aprendizagem e na fala, hiperatividade e problemas de memória.
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A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) deu início à campanha de conscientização sobre a síndrome após estudos realizados pela Sociedade de Pediatria de São Paulo. Segundo a coordenadora de campanha da SBP, Conceição Aparecida Segre, dois ou três bebês a cada mil nascidos vivos em uma maternidade de São Paulo apresentaram sinais da síndrome, dados semelhantes a média mundial de três casos a cada mil nascidos vivos. O estudo resultou na tese de mestrado da pesquisadora Maria dos Anjos Mesquita, orientada por Segre. A falta de estatísticas nacionais sobre o tema chamou a atenção sobre a importância de conscientizar gestantes e profissionais da área da saúde.
"A pesquisa verificou também que 33% das gestantes atendidas nessa maternidade ingeriram algum tipo de bebida alcoólica e que 22% ingeriram bebida alcoólica durante toda a gestação até o parto. Durante o levantamento foi encontrada uma frequência de praticamente dois casos da Síndrome Alcoólica Completa (com traços evidentes de má-formação) a cada mil nascidos vivos. Em relação à Síndrome Alcoólica Incompleta, ela encontrou 38 casos a cada mil nascidos vivos", destacou Segre. Em ambos os casos, não há cura.
A campanha de conscientização é desenvolvida há nove anos. Cidades do interior de São Paulo já adotaram leis estabelecendo datas anuais para intensificar a divulgação das informações sobre a doença. "Não sabemos ao certo quantas crianças são afetadas no País. O Ministério da Saúde e as secretarias da Saúde ignoram o problema. Não há registros oficiais sobre a síndrome. Há registros pontuais de trabalhos feitos por alguns pesquisadores. As crianças com essa síndrome são classificadas como [casos de] má-formação, doenças mentais ou outros problemas", explicou. A falta de estatísticas precisas, segundo a coordenadora de campanha da SBP, compromete a elaboração de políticas públicas para o setor, tanto na prevenção quanto na capacitação dos profissionais de saúde para o acompanhamento adequado. "O atendimento às crianças é bastante custoso para o sistema de saúde de um país e essa é uma doença totalmente evitável que pode ser prevenida. É só não ingerir bebida alcoólica. É uma questão comportamental, basicamente", afirmou.
A doença é "democrática" e, conforme Segre, pode ser desencadeada por gestantes de todas as classes sociais e faixas etárias, já que não há dosagem mínima segura ou tipo de bebida alcoólica que não coloque o desenvolvimento do feto em risco.
Diariamente, gestantes que consumiram bebida alcoólica durante a gravidez são atendidas pelas equipes do Hospital Universitário de Londrina. A prática ainda é muito comum, segundo informou a neonatologista da UTI Neonatal do HU, Lígia Ferrari. Ao ser atendida, a gestante responde a uma série de perguntas, entre elas se ingeriu bebida alcoólica, qual a quantidade e a frequência do consumo. Quando a informação é repassada à equipe médica, os profissionais ficam atentos ao aparecimento de possíveis características da síndrome. "Não há um exame específico para a comprovação da síndrome. Quando há alterações faciais, por exemplo, e um histórico da mãe é possível fechar os critérios clínicos com base nas características das crianças expostas ao álcool no útero", explicou.
Muitas mulheres ingerem bebida alcoólica nos primeiros meses de gestação, antes mesmo de identificar a gravidez. No entanto, os riscos ocorrem em qualquer período da gestação. No entanto, é no primeiro trimestre que se desenvolve grande parte dos órgãos, além do sistema nervoso central. "O álcool atravessa a placenta, chega no líquido amniótico e no sangue do feto no mesmo nível equivalente ao encontrado no nível do organismo da gestante. Só que o feto não está pronto para metabolizar esse álcool. Os níveis elevados de álcool no feto causam lesões, principalmente, neurológicas. A maioria delas não é percebida no nascimento. Só futuramente com as alterações de comportamento e problemas de aprendizado", reforçou a neonatologista.
Para evitar que o álcool comprometa a formação do bebê nos primeiros meses de gestação, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda também que mulheres com vida sexual ativa que não utilizam métodos anticoncepcionais ou que estejam tentando engravidar não consumam bebida alcoólica.
H. S. J., que não seguiu a orientação médica, se arrepende de ter colocado a filha de 2 anos em risco. "Eu bebia de tudo e fumava muito. Descobri que estava grávida no susto e é estranho você ter que parar do nada. Engravidei muito nova, com 15 anos, e saía muito. Hoje vejo que minha filha é muito agitada e sei que tem a ver com isso. Fico muito arrependida", lamentou a mãe.
A gerente de empresa C. C., mãe de um menino de 3 anos, trabalhava em um bar quando engravidou do primeiro filho. "Provavelmente, bebi um pouco nos primeiros meses, antes de saber da gravidez. Quando soube parei. A gente sabe que tudo o que a mãe faz acaba fazendo a diferença para o bebê. A gente não pode nem tomar qualquer remédio durante a gravidez, imagina cerveja ou qualquer outra coisa. Tem que ser uma entrega absoluta pelo filho", comentou.
Viviani Costa
Reportagem Local
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