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Sábado, 24 de Junho de 2017
Folha Rural
17/06/2017

Testes na região de Londrina apontam potencial

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Fotos: Anderson Coelho
Fotos: Anderson Coelho - Os testes feitos em propriedade na Warta, mesmo com a baixa taxa de sobrevivência, deixou produtores animados com o cultivo do camarão-da-malásia
Os testes feitos em propriedade na Warta, mesmo com a baixa taxa de sobrevivência, deixou produtores animados com o cultivo do camarão-da-malásia

Em Londrina e na região Norte do Estado, o engenheiro de pesca da Emater, Luiz Eduardo Sá Barreto, o Lula, explica que o trabalho com os camarões de água doce já foi realizado entre 2004 e 2005, mas foi justamente a dificuldade de acesso às pós-larvas que fez o projeto parar.

Agora, neste início de ano, quatro propriedades nas cidades de Cambé, São João do Ivaí, Assaí e Sertanópolis receberam as pós-larvas da Lacqua, de Palotina, para alguns testes junto a empresas e produtores que já atuam com outros peixes em tanque escavado. "Não vemos o camarão como a atividade principal, porque a produtividade é baixa, mas como complemento da criação do peixe. A ideia dos testes retoma agora para ampliar a produção comercial mas também em pequenas propriedades como alternativa alimentar", explica Lula.

Na fazenda Santa Olímpia, na Warta, o frigorífico Smartfish ficou responsável pelos testes com as pós-larvas. Depois de 142 dias de cultivo entre janeiro e maio, a despesca foi de 44 quilos, com média de 30 gramas por animal. "A taxa de sobrevivência acabou ficando baixa, em torno de 27%. O ideia era que girasse em torno de 60 a 70%", explica Henrique Fernandes Martins, técnico da Smartfish.


"Não vemos o camarão como a atividade principal, mas como complemento da criação do peixe", diz o engenheiro de pesca Luiz Eduardo Sá Barreto


O pessoal da empresa não consegue saber exatamente qual problema que gerou a baixa taxa de sobrevivência, mas mesmo assim Martins se mostrou satisfeito com os resultados. "O manejo também se mostrou tranquilo junto com a tilápia e a alimentação é feita apenas para o peixe, sem nada especial. A grande questão é que é necessário tirar os animais antes da frente fria, o ideal era entrar para a engorda entre outubro e novembro, mas no nosso acaso acabou entrando em janeiro devido ao atraso do recebimento das pós-larvas".

Por fim, o técnico explica que a produção de camarões de água doce pode ser viável sim para os produtores de tilápia. "Não há o valor de ração para embutir nas despesas, que hoje envolve 70% dos custos de produção. As pós-larvas também não são caras. Por fim, se a gente melhorar a taxa de sobrevivência, é uma boa opção para diversificar a propriedade". (V.L.)


Victor Lopes
Reportagem Local
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